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Acessa o sistema nervoso,
fazendo a pessoa entrar em um estado de relaxamento profundo e
de entrega. Uma espécie de meditação aliada a exercício na água.
O hábito no Japão em
realizar movimento é
diferenciado e levado muito a sério, visto as atividades consagradas de origem
japonesa, como o Judô, o Karate, o Sumô e o Aikidô. O Ai Chi usa os movimentos para
ensinar ao corpo que ele pode se soltar e se livrar das amarras que
se formam ao redor do coração para proteção de nossos sentimentos.
Este é um conceito que podemos notar quando sofremos um trauma emocional.
Ao redor do coração, criasse um estado de rigidez na musculatura, principalmente nas costas, seguido de um encurtamento peitoral na região anterior do corpo.
E é essa região que é muito trabalhada no Ai Chi.
Com a abertura do chákra cardíaco ou desta
couraça ao redor do coração, executa-se movimentos que irão trabalhar o restante do corpo em
torções, estimulando a musculatura em espiral, dos pés a cabeça.
No final, é interessante a utilização deste
tipo de movimento quando fechamos totalmente em espiral e abrimos.
O Ai Chi trata o sistema nervoso com muito carinho e tolerância.
Se não é possível ir além do que o
músculo permite então paciência, repetimos mais uma vez e então os
órgãos tendinosos de golgi aos poucos vão permitindo a liberação e descontraindo aquele músculo
que estava retesado.
Sentimos também um interessante
aumento da amplitude de movimento relativo as articulações. Os proprioceptores das articulações trabalham conjuntamente com o restante do sistema nervoso e permite que aos poucos
àquela articulação possa atingir um grau maior de amplitude, já que a articulação recebe
suporte e mantém-se firme devido as propriedades físicas da água; em especial a pressão hidrostática. Senti-se que
é um
trabalho muito rico nestas articulações.
Os encurtamentos musculares e pontos de dor, que são normalmente devidos a síndromes miofasciais, vão se
dissipando através dos benefícios do Ai Chi conforme avançam as práticas.
A caixa torácica aumenta a sua amplitude, facilitando a respiração,
conseqüentemente, os tecidos recebem um aporte de oxigênio maior e as
células são nutridas, principalmente as células cerebrais.
Princípios do Ai Chi:
YUAN - fazer os movimentos de forma circular, buscando a harmonia interna e externa.
SUNG - relaxar, interna e externamente, para promover a circulação sanguínea.
CHING - não tencionar o corpo ou torná-lo rígido.
YUN - movimentar-se em determinada velocidade, controlada pela mente.
CHENG - manter bom equilíbrio e postura.
SHU - movimentar o corpo de forma fácil, confortável e relaxada.
TSING
- dirigir o pensamento para a mente, concentrar-se.
O Ai Chi foi projetado para preparar um cliente para receber o
trabalho corporal aquático, promovendo o conforto na água e
desenvolvendo a confiança no praticante. Foi introduzido nos EUA
como uma forma de exercício por Ruth Sova, fundadora da
associação aquática do exercício e da terapia e, do instituto
aquático de reabilitação. Desde então, ganhou popularidade.
Como Watsu, o Ai Chi é executado na água morna, na profundidade do
ombro; usando uma combinação de respiração profunda e movimentos
lentos e largos dos braços, pés e tronco.
O praticante aprende
a adotar uma postura forte, contudo relaxada e
a mover-se com a sustentação da água. Outros programas aquáticos de exercícios usam a resistência da água desenvolvendo a força e repetições rápidas para construir o sistema cardiovascular, como no caso da hidroginástica.
O Ai chi focaliza continuamente em fluir suave e lentamente.
Os movimentos projetados integram o corpo, a mente e o espírito e fornecem uma aproximação mais sutil que a força, buscando a flexibilidade e a capacidade aeróbica. De acordo com a pesquisa japonesa, apenas respirar quando submerso para empurrar ao nível aumenta o consumo do oxigênio por 7% e aumenta conseqüentemente a queima de calorias.
Como no trabalho corporal aquático, os movimentos do Ai
Chi incentivam a respirar diafragmáticamente, enchendo não somente os pulmões mas aumentando a capacidade
dele e massageando também o fígado apenas
embaixo.

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