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Esse
método foi utilizado pela a primeira vez em 1984. A maratonista
americana, Joan Benoit Samuelson, utilizou o ”aquajogger” logo após uma
cirurgia no joelho, realizada durante sua preparação para as Olimpíadas
de Los Angeles. Depois de sua recuperação, ela venceu e ganhou a medalha
de ouro dos jogos.
Pessoalmente, tive a felicidade de ver, durante os Campeonatos Mundiais
de Roma (1987), a atleta norueguesa, Ingrid Kristianssen, realizar o
mesmo trabalho na piscina do hotel junto ao seu treinador. Na ocasião,
ela realizou dentro da piscina todo o treinamento que deveria ser feito
nas ruas. E isso me chamou a atenção. Vi a atleta realizar um forte
trabalho contínuo de corrida, fartleks, intervalado intensivo e
extensivo por duas semanas na piscina!
A partir desse momento comecei a utilizar o treinamento na piscina como
parte integrante no planejamento de treinamento dos meus atletas,
principalmente para a recuperação e regeneração depois de uma carga
pesada de treinos.
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Com funciona - No “aquajogger” usamos o próprio corpo como instrumento
de trabalho, só que dentro da água. Com isso diminuímos o peso corporal
e conseqüentemente o estresse e o trauma causado principalmente nas
pernas por causa do impacto.
Por isso o método é utilizado como forma de programa alternativo quando
o atleta está lesionado, ou quando se recupera de uma lesão. É uma boa
alternativa para o atleta continuar com atividade física sem perder a
forma.
Essa atividade também melhora o nível de força e a flexibilidade do
atleta, porque é realizado na água contra uma resistência constante e
promove ao mesmo tempo o desenvolvimento da capacidade cardio-pulmonar.
Similaridades da corrida na rua e da corrida na piscina:
- Tem a mesma ação de corrida;
- Mesmo tipo de trabalho;
- Similares efeitos fisiológicos no treinamento;
- Mesma possibilidade de intensidade de movimentos.
Peculiaridades da corrida na piscina:
- É realizado em um ambiente diferente com temperatura estável;
- Requer uma grande aplicação de força de forma constante pelo atleta;
- Permite freqüência de passadas lenta ou rápida, como também amplitude
de passadas, curta ou longa, de acordo com o trabalho realizado;
- O atleta não tem fase de recuperação na passada da corrida;
- Devemos realizar sempre intervalos de recuperação curtos entre as
repetições e séries;
- Erros técnicos podem ser mais visualizados e conseqüentemente mais
fáceis de serem corrigidos.
Como realizar a corrida na piscina - A corrida em piscina, geralmente é
feita com um colete e deve seguir algumas regras, como:
- O trabalho é realizado em piscina e o pé do atleta não pode tocar o
fundo da piscina;
- O atleta deve manter o corpo fora da água na altura de seu pescoço;
- A boca do atleta deve permanecer fora da água facilitando a sua
respiração;
- Mantenha o ângulo de visão sempre para frente e não para baixo;
- O corpo deve permanecer na posição vertical com a coluna ereta e
ligeiramente inclinada para frente. Uma inclinação demasiada deve ser
evitada;
- o movimento de braços na piscina é similar ao utilizado na corrida na
rua com ação inicial nos ombros e depois aos braços.
Conclusão - O “aquajogger” é mais uma forma de treinamento para o atleta
que pode ser utilizado na fase de recuperação de lesão, pois elimina o
impacto nas articulações, músculos e tendões. É um efetivo treinamento
durante a fase de reabilitação do atleta.
Também beneficia a recuperação do atleta, pois ajuda a retirar o ácido
lático após um trabalho forte na pista ou na rua. Muitas vezes é uma
combinação de recuperação ativa e massagem, dependendo da forma que for
utilizado.
Deve ser incorporado ao treinamento regular do atleta, pois é uma forma
de trabalho de baixo estresse e uma forma adicional de desenvolvimento
de capacidade e potencia aeróbica.
por Carlos Alberto Cavalheiro
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