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9/04/2009 Médicos confirmam "terceiro braço fantasma" em paciente

Mulher que sofreu derrame diz ser capaz de enxergar e movimentar o novo membro.

Médicos da Suíça conseguiram comprovar a existência de um terceiro "braço fantasma" em uma mulher que sofreu um derrame.

 
 

A paciente de 64 anos havia perdido as funções de seu braço esquerdo após o acidente cerebral.
Mas poucos dias depois, ela desenvolveu um "terceiro membro", que ela dizia enxergar e usar para tocar objetos e até coçar o braço direito.
Usando exames de ressonância magnética, especialistas do Hospital Universitário de Genebra confirmaram que o cérebro da mulher emitia comandos ao "braço fantasma" e reconhecia suas ações.

Raro
A paciente diz que seu novo membro fica à sua esquerda e tem uma cor de leite, "quase transparente".
Segundo o neurologista Asaid Khateb, chefe da equipe que analisou as imagens cerebrais, trata-se de um caso extremamente raro em que o paciente não somente sente o membro imaginário, como também o enxerga e o movimenta voluntariamente.
O médico disse ainda que esta é a primeira vez que se mede a atividade cerebral a partir do contato com um membro fantasma.
O fenômeno do membro fantasma está normalmente associado com pessoas que sofreram amputação. Segundo cientistas, entre 50% e 80% delas descrevem sensações de tato e dor na parte retirada.
As descobertas da equipe foram divulgadas na revista científica "Annals of Neurology".

Fonte:G1

 
 
 
 

07/04/2009 Terapia do frio: baixar temperatura do corpo ajuda tratamentos

O efeito terapêutico das baixas temperaturas é conhecido há 2.500 anos, desde quando os egípcios faziam uso do frio para tratar feridas e inflamações e os gregos utilizavam gelo ou neve para estancar um sangramento ou reduzir um inchaço.
 

   

Temperaturas baixas favorecem a vasoconstrição, diminuem a sensação de dor e reduzem inflamação, edemas e metabolismo.

Essas características não mudaram com o tempo, mas suas possibilidades de aplicação se expandem cada vez mais, na forma de uma técnica que ficou conhecida como hipotermia terapêutica.

A hipotermia é uma condição geralmente ruim para o paciente, que não consegue controlar a temperatura corpórea e pode sofrer sequelas ou morrer, pois o organismo necessita estar a 37ºC, em média, para funcionar bem.

Mas, quando é terapêutica, a técnica favorece procedimentos cirúrgicos ou reduz inflamações por esse mesmo mecanismo, desde que sempre haja controle médico rigoroso.

Um bom exemplo é a hipotermia local na cabeça de pacientes que precisam se submeter à quimioterapia.

A alopecia é um dos mais temidos efeitos colaterais do tratamento de câncer, especialmente por mulheres. A combinação de drogas utilizada na quimioterapia atinge o bulbo capilar e causa a queda do fio.

Estudos iniciais realizados no IPC (Instituto Paulista de Cancerologia) mostram que, no primeiro ciclo de quimioterapia, pacientes que passaram pela hipotermia perderam 20% dos seus cabelos, enquanto as que não usaram a técnica de resfriamento tiveram uma queda de 70% dos fios. Estudos europeus têm dados parecidos.

O paciente usa uma touca com um gel congelado a uma temperatura de -25ºC. A touca é colocada na cabeça 15 minutos antes do início da aplicação dos quimioterápicos e trocada a cada 45 minutos. Cada sessão de químio dura, em média, duas horas.

Segundo o médico Hézio Jadir Fernandes Júnior, diretor do IPC e responsável pelo projeto, quando o couro cabeludo é submetido a baixas temperaturas, ocorre uma vasoconstrição e uma diminuição do fluxo sanguíneo, fazendo com que os medicamentos da químio atinjam o bulbo capilar com menos intensidade.

Mas ele avisa que o método não evita completamente a perda de cabelo. "Sempre há alguma queda, em torno de 20%, 30%. Isso não é o suficiente para deixar a mulher calva, mas muitas se incomodam com as falhas e preferem cortá-lo. Outras não conseguem ficar sete dias sem lavar o cabelo [o que é recomendado após a hipotermia]", explica o médico.

A professora Adelaide Tavares Rancan, 39, fez três ciclos de quimioterapia com hipotermia e, apesar de ter perdido quase metade do cabelo, se diz satisfeita. "Tinha muito medo de perder tudo. Na frente e nas laterais da cabeça quase não caiu. Atrás, dá para perceber algumas falhas. Mas uso um chapeuzinho e está tudo bem", diz ela, que teve diagnosticado um câncer de mama em 2008.

Apenas uma das 12 pacientes que usaram a técnica até agora se queixou de desconforto em relação ao frio, afirma Fernandes Júnior. "Tomamos um cuidado muito grande no desvio da orelha, para que o frio não afete o pavilhão auditivo."

por CLÁUDIA COLLUCCI/JULLIANE SILVEIRA - Fonte: Folha Online

 

 
 
 
 

02/03/2009 Deficiente neozelandesa ganha rabo de sereia para nadar

Uma mulher na Nova Zelândia que teve as duas pernas amputadas na infância ganhou uma cauda de sereia para poder nadar.

A cauda é na verdade uma roupa especial desenvolvida pela empresa Weta Workshop, a mesma responsável por figurinos, adereços, maquiagem e efeitos visuais de filmes como O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia e King Kong.

 

Nadya Vessey, que diz ter "cerca de 50 anos", nasceu com uma malformação nas pernas e teve que amputá-las separadamente, aos 7 anos de idade e aos 16.

Ela contou à BBC Brasil que usava próteses para caminhar e as tirava para praticar a natação, esporte pelo qual chegou a competir.

Simulações

A ideia de usar um rabo de peixe surgiu depois que uma criança a abordou em uma praia para perguntar sobre a ausência de suas pernas. "Eu respondi que não tinha pernas porque era uma sereia", disse Nadya.

Há dois anos, ela encomendou a roupa especial à Weta Workshop, que, para sua surpresa, aceitou o desafio.

A empresa criou um protótipo de cauda no formato de corpo de Nadya a partir de simulações com modelos em 3D.

O rabo possui uma estrutura de policarbonato, material também usado na nadadeira. A "pele" é feita de uma camada de neoprene, revestida de lycra e impressa digitalmente com "escamas".

Nadya disse que ainda está se adaptando à novidade. "Estou tendo que me acostumar porque preciso nadar em movimentos ondulares."

Ela espera agora poder voltar a competir, principalmente em provas de triatlo.

Fonte: BBC Brasil