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Watsu e
Aquadinamic
Watsu é um trabalho que realmente possui um valor impagável, porém,
foram inúmeras as vezes que me frustrei ao término da sessão e o efeito
da terapia não foi identificado pelo cliente. Algumas vezes, reparei que
o efeito tinha sido alcançado; relaxamento profundo, melhora no nível de
consciência, amplitude de movimento e de respiração, sistema nervoso
autônomo normalizado, tônus muscular diminuído, porém;, quem recebeu a
sessão não tinha sensibilidade suficiente para identificar as alterações
ou a melhora que estas mudanças podiam trazer em sua qualidade de vida e
atividade de vida diária. “Pérolas aos porcos”, diziam alguns
terapeutas. Mas, cabe a nós como cuida dores não somente tratar, mas
ensinar, através de palavras ou trabalhos corporais; a conscientizar que
este é o caminho, de forma alguma forçar ou julgar o comportamento do
cliente ou paciente.
Aquadinamic foi criado para depois, saber que rumo iria tomar. Mas o
rumo calha com esta lacuna de ir buscar o cliente em seu estado de
energia para depois poder baixá-lo a um estado meditativo. Como acontece
com a meditação dinâmica.
Os princípios do
Aquadinamic vêm de seu pai o Watsu, porém não se encaixa a todos os seus
princípios. Os movimentos lentos e alongamentos suaves são substituídos
por movimentos amplos e rápidos e alongamentos moderados. Não que isto
seja melhor. Tais parâmetros terão o seu valor quando usados no momento
certo. Quantas vezes ouvi uma apnéia seguida de um suspiro de tédio
durante uma sessão de Watsu. Estava dado o sinal para que o Aquadinamic
pudesse cumprir o seu papel e depois conduzir o cliente para momentos
mais suaves.
Assim como muitos de minha geração, não sou do tipo que compra um cd
de música clássica ou vai a concertos e apresentações desta espécie com
freqüência. Entendo pouco de música clássica, apesar de apreciar o que
está ao meu alcance.
Um dia, em uma rara
apresentação de piano clássico que pude assistir, já havendo passado
alguns minutos de uma série de acordes um pouco enfadonhos, um garoto de
14 anos de idade, tomado de uma energia que parecia vir de baixo de sua
coluna direcionando-se para seus dedos sobre as teclas, executou uma
série de acordes que davam outro rumo à música. Apesar de minha
ignorância musical, tirou de mim um oh! Que coisa! Depois, reparei que
estava ali o papel do Aquadinamic, naqueles acordes. Levar a sessão para
um pico de freqüência e energia e depois baixar.
Em
um curso de Watsu, a freqüência cerebral baixa é levada ao extremo.
Alguns grupos de pessoas passam quase cinqüenta horas baixando a
freqüência cerebral, alguns componentes do grupo mostram-se extremamente
irritados. Sempre que posso escolho este aluno para uma demonstração de
Aquadinamic. Em uma destas demonstrações, pude ver que o aluno chegou a
desbloquear com facilidade as couraças que tinha em região de tórax e
cervical, ativando as glândulas salivares que em ação, permitiu que a
saliva escorresse do canto dos lábios. Este tipo de pessoa é a que
necessita de movimentos rápidos e dinâmicos no meio de uma sessão ou até
mesmo no início.
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