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Bad Ragaz
O método foi desenvolvido em Bad Ragaz, na Suíça, em 1960. É uma técnica de tratamento feito exclusivamente na horizontal. São utilizadas as propriedades da água para se criar um programa de resistência para execução dos padrões. Visa o fortalecimento, reeducação muscular, alongamento de tronco, relaxamento e inibição de tônus, propriocepção e analgesia.- São utilizados
padrões em diagonal espiral, parecidos ao Kabat. |
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DVD BAD RAGAZ
R$ 49,00
detalhes

Apostila BAD RAGAZ
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Histórico: Na primeira parte do século 20, os conhecimentos
sobre os benefícios médicos dos movimentos começaram
a se desenvolver. Então, em 1930, terapeutas
começaram a tratar ativamente de pacientes com
lesões periféricas ou diminuição no arco de
movimento. Os terapeutas começaram a amarrar seus
pacientes em pranchas ou macas na água, oferecendo
resistência aos seus movimentos (Ott, 1955). Esses
movimentos, geralmente, eram movimentos
bi-dimensionais simples, utilizados em solo e copiados
para a água.
No inicio dos anos 50, introduziram uma
técnica onde colocavam nos pacientes flutuadores
circulares e então os moviam aproximando e afastando
do terapeuta. A resistência proporcionada pelo
terapeuta era focada para atuar sobre problemas
específicos do paciente. Esse método de Wildbad
enfocava exercícios de estabilização e
fortalecimento.
• 1967 Dr. Zinn e equipe refinaram e
modificaram os exercícios de Knupfer.
• 1967 Os fisioterapeutas Bridget Davis e Verena Laggatt
incorporaram os padrões da FNP de Margareth Knott, no que resultou
no método dos anéis de Bad Ragaz (MABR).
De um ponto de vista neurofisiológico e de
fisiologia do exercício, também o método de Wildbad
não era satisfatório, por não atender aos princípios
de especificidade e precisão.
Quando as técnicas de Kabat e Knott (1952, 1968) foram introduzidas na
Europa no começo dos anos 60, terapeutas tentaram
incluir os movimentos tridimensionais e diagonais na
terapia aquática (Davies, 1967). Mas, foi somente o
trabalho conjunto que permitiu
alcançar um conceito satisfatório para a integração
dos movimentos diagonais tridimensionais sob forma
de um método de hidroterapia. |
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Contribuições do Dr. Knupfer
- Posição horizontal
- Suporte c/ flutuadores
- Desenvolveu planos de movimento envolvendo várias articulações
- Introduziu conceitos da neurofisiologia
- O fisioterapeuta como ponto fixo, estabilizador do movimento.
- As reações de estabilização adaptadas à tarefa
- Observaram-se sinergias nos padrões de movimentos
- Trabalho isotônico resistido dos grupos musculares agonistas e
antagonistas
- A oportunidade clínica do uso do ex. em cadeia cinética fechada
com segurança
Knupfer introduziu a flutuação, turbulência, tensão superficial, e
temperatura a 33,3ºc |
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Vantagens Terapêuticas
- Reduzir a dor
- ↑ complacência dos tecidos moles
- Reduzir o tônus muscular
- Promoção do relaxamento diferenciando o exercício na água do
exercício na terra. |
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O Método Bad Ragaz
praticado hoje internacionalmente, foi inicialmente
desenvolvido em Bad Ragaz, na Suíça em 1950, 1960. O
método aperfeiçoado foi então publicado por Egger
(1990) como "O Novo Método dos Anéis de Bad Ragaz". |
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Características:
- Uso das propriedades da água
como turbulência e flutuação são usados
como suporte.
- Executar movimentos
anatômicos, biomecânicos e fisiológicos das
articulações e músculos em padrões funcionais.
- Trabalhar com o paciente
individualmente. |
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Equipamentos: |
| - Colar cervical |
| - Flutuador
pélvico |
| - Flutuador de tornozelos. |
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Temperatura da água:
34º - 35º C |
Objetivos: |
| - Aumentar a
amplitude de movimento articular. |
| - Aumentar a
mobilidade dos tecidos nervosos e miofascial. |
| - Melhorar a
função muscular. |
| - Restaurar o
padrão normal de movimento dos MMSS e MMII. |
| - Preparar os membros inferiores para a descarga
de peso. |
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Indicações: |
| - Condições
ortopédicas e neurológicas, por exemplo pré e
pós operatório, após fratura artrite
reuamatóide, osteoartrite, espondilite
anquilosante. |
| - Pacientes de
cirurgias torácica, cardíaca e mamária. |
| - Condições
neurológicas - Paraplegia - Hemiplegia -
Parkinson (com cautela). |
| - Condições
neuromusculares - fortalecimento leve. |
| -
Lesões M.M.S e M.M.I. |
| -
Disfunções traumato-ortopédicos em que o paciente apresenta
déficit cinético-funcional envolvendo ADM, ↑ força, dor, ler-dort,
lombalgias. |
| -
Doenças reumáticas (fibromialgias, artroses e artrites). |
| -
Qualquer condição que envolva déficit de musculatura de tronco ou
cinturas. |
| -
Utilização juntamente com técnicas funcionais. |
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Patologias ou condições de fraqueza de tronco, estabilidade proximal
diminuída. |
| -
Distrofia simpático reflexa. |
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Lesões do Sistema Nervoso Central (SNC). Mostra excelente resposta aos movimentos passivos para alongamento, ganho de ADM, relaxamento e inibição de tônus. Exemplos: AVC, Parkinson, TCE, etc. |
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Contra-indicações
e precauções: |
| - Programas
devem ser planejados para evitar a fadiga dos
pacientes (a liberdade da água pode encorajar
atividades demasiadas). |
| - Pacientes
que se encaixam nas contra-indicações da
hidroterapia. |
| - Os pacientes
recebem uma grande quantidade de estímulo
vestibular durante o tratamento ( evite
tonturas). |
| -Cautela
durante o tratamento dos pacientes com condições
agudas de coluna ou extremidades, devido a
possibilidade de alongar demasiadamente
articulações doloridas edemaciadas e com
frouxidão. |
| - Pacientes
com condições neurológicas onde exercícios ativos e
resistidos aumentam a espasticidade em tronco ou
membros ou na presença de hipertonia. |
| -
Dor, quadros agudos e instabilidade articular. |
| -
Posicionar-se adequadamente, utilizar mecânica correta. |
| -
Evitar fadiga excessiva. |
| -
Utilizar cuidadosamente as técnicas com pacientes espásticos. |
| -
Monitorar o estímulo excessivo do aparelho vestibular. |
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Objetivos do tratamento
O
método é versátil adaptando-se aos pacientes neurológicos ortopédicos
e reumatológicos.
1. Redução do tônus.
2. Relaxamento.
3. ↑ Da amplitude do movimento.
4. Reeducação muscular.
5. Fortalecimento.
6. Tração e alongamento de coluna.
7. Melhoria do alinhamento e estabilidade do tronco.
8. Preparação dos mm para sustentação do peso.
9. Restauração de padrões normais de movimento. das extremidades
inferiores e superiores.
10. Melhoria da resistência geral.
11. Treinamento da capacidade funcional global.
Técnicas:
Isotônica
Neste exercício, a resistência é graduada e controlada pelo
fisioterapeuta, o qual age como um estabilizador movendo-se a partir
do movimento do paciente na água. O fisioterapeuta pode aumentar ou
diminuir a resistência, movimentando o paciente na mesma direção
(assistido), ou em direção oposta ao movimento (resistido).
Isocinética
Neste exercício, a resistência é graduada e controlada pelo
paciente, o fisioterapeuta atua como um fixador enquanto o paciente
se movimenta. O fisioterapeuta fixa parte do corpo, enquanto o
paciente determina a quantidade de resistência proporcionalmente à
velocidade do movimento.
Passiva
O paciente é movimentado na água, com a utilização dos padrões para relaxamento,
alongamento de tronco e coluna e inibição de tônus. Utilizado principalmente em casos de dor ao se realizar o movimento ativo (analgésica) e para ganho de ADM. Também para ensinar o padrão ao paciente (propriocepção).
Isométrica
O exercício isométrico na água é realizado quando o paciente mantém
determinada posição, enquanto é movido na água.
A posição do paciente é fixa, sendo que a água provê a resistência
para a contração sustentada do paciente.
Obs. Os padrões de MMSS e MMII podem ser realizados unilateralmente ou bilateralmente. Ainda em relação aos padrões bilaterais, podem ser simétricos ou assimétricos.

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