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Com o Decorrer dos anos, Mc Millan manteve a sua proposta original e
adicional outras técnicas a este método. Recentemente estas técnicas
estão sendo usadas por muitos terapeutas para tratar crianças e
adultos com enfermidades neurológicas, na Europa e EUA. O Método
Halliwick enfatiza as habilidade dos pacientes na água e não suas
limitações.
Filosofia:
1 - Ensinar: "felicidade de se estar na água";
2 - Tratar os alunos pelo primeiro nome;
3 - Dar ênfase na habilidade não na
deficiência;
4 - Dar ênfase no prazer, colocando atividades
em forma de jogos;
5 - Trabalhar em grupo, de forma que os
nadadores se encorajem uns aos outro.
Programa dos dez pontos do Halliwick.
1 - Ajustamento mental: Adaptação ao meio
líquido de forma que a confiança na água possa ser estabelecida.
2 - Desprendimento: é o meio pelo qual o
nadador se torna mental e fisicamente independente.
3 - Rotação vertical: é o movimento em torno
do eixo transversal do corpo (da posição deitada, para posição em
pé)
4 - Rotação Lateral: é o movimento em volta do
eixo da coluna vertebral ( Rolar: decúbito ventral para decúbito
dorsal).
5 - Rotação combinada: combinação das duas
anteriores sendo executada em um único movimento.
6 - Empuxo: compreensão da força de flutuação
da água.
7 - Equilíbrio: O nadador é capaz de manter a
posição do corpo enquanto flutua em descanso, fazendo pequenos
ajustes quando há turbulência.
8 - Deslize turbulento: o nadador flutua,
sendo levado através da água pela turbulência criada pelo instrutor.
9 - Progressão simples: nadador realiza
movimentos das mãos junto ao corpo "Sculling" (remadas curtas)
10 - Braçada básica: com o nadador em decúbito
dorsal, os braços são movimentados lenta e amplamente sobre a água.
Às crianças e adultos
incapacitados não devem ser negados os prazeres do movimento. A
atividade física em terra pode ser difícil para essas pessoas, mas
na água eles encontram seu elemento. A maioria das pessoas aprecia a
água e querem aprender a nadar; e o sentimento de realização quando
dominam a arte é enorme. Elas ganham confiança, seu auto-respeito é
incentivado e elas adquirem um benefício social, porque na água são
capazes de competir com seus companheiros normais. As pessoas
incapacitadas, como outras, beneficiam-se com incentivos para
melhorar o seu vigor e sua técnica; portanto, os efeitos são ao
mesmo tempo psicológicos e físicos.
A atividade na água para a criança constitui um meio de ampliar
sua experiência, pois esta, precisa experimentar movimentação ativa
para que se desenvolva, e a falta de experiência física muito bem
pode constituir um fator no desenvolvimento lento, a tornando
incapacitada.
A água como meio para a atividade, possui
aspectos terapêuticos e recreacionais. Quando
estes aspectos estão baseados no mesmo método,
eles se tornam complementares uns dos outros, e
se pode promover um programa de reabilitação
contínua, através de recreação propriamente
estudada. Recreacionalmente são envolvidos
maiores padrões de movimentos, enquanto que
terapeuticamente esses padrões são refinados.
Quando se trata de criança, essa abordagem é
valiosa. A hidroterapia, no sentido estritamente
aceita de ser puramente uma remediação, não é de
grande valor; ao mesmo tempo, os programas
puramente recreacionais dirigidos no sentido de
ensinar natação por métodos normais nem sempre
têm sucesso, porque não se fazem concessões por
conta da incapacidade, ou a desvantagem não é
compreendida.
A água oferece a experiência de encontrar-se o
corpo sendo atuado por duas forças principais –
gravidade ou impulso para baixo, e flutuação ou
impulso para cima. Ela proporciona o potencial
de exercício em três dimensões que não pode ser
realizado em terra. Há estimulação maciça para
treinamento perceptual visualmente,
auditivamente e através dos receptores da pele,
devido aos efeitos da turbulência, calor e
pressão hidrostática. Há também respiração
melhorada, controle do equilíbrio e controle
rotacional, os quais são críticos na água devido
à flutuação e efeitos metacêntricos, e efeitos
psicológicos.

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