Método Halliwick Desenvolvido
por James Mc Millan em 1949 na Halliwick escola para garotas em
Londres com a proposta inicial de auxiliar pessoas com problemas
físicos a se tornarem mais independentes para nadar.A ênfase inicial
do método era recreacional com o objetivo de independência na água.
Com o Decorrer dos anos, Mc Millan manteve a sua proposta original e
adicional outras técnicas a este método. Recentemente estas técnicas
estão sendo usadas por muitos terapeutas para tratar crianças e
adultos com enfermidades neurológicas em diversos países.
Às crianças e adultos
incapacitados não devem ser negados os prazeres do movimento. A
atividade física em terra pode ser difícil para essas pessoas, mas
na água eles encontram seu elemento. A maioria das pessoas aprecia a
água e querem aprender a nadar; e o sentimento de realização quando
dominam a arte é enorme.
Elas ganham confiança, seu auto-respeito é
incentivado e elas adquirem um benefício social, porque na água são
capazes de competir com seus companheiros normais. As pessoas
incapacitadas, como outras, beneficiam-se com incentivos para
melhorar o seu vigor e sua técnica; portanto, os efeitos são ao
mesmo tempo psicológicos e físicos.
A atividade na água para a criança constitui um meio de ampliar
sua experiência, pois esta, precisa experimentar movimentação ativa
para que se desenvolva, e a falta de experiência física muito bem
pode constituir um fator no desenvolvimento lento, a tornando
incapacitada.
A água como meio para a atividade, possui
aspectos terapêuticos e recreacionais. Quando
estes aspectos estão baseados no mesmo método,
eles se tornam complementares uns dos outros, e
se pode promover um programa de reabilitação
contínua, através de recreação propriamente
estudada. Recreacionalmente são envolvidos
maiores padrões de movimentos, enquanto que
terapeuticamente esses padrões são refinados.
Quando se trata de criança, essa abordagem é
valiosa. A hidroterapia, no sentido estritamente
aceita de ser puramente uma remediação, não é de
grande valor; ao mesmo tempo, os programas
puramente recreacionais dirigidos no sentido de
ensinar natação por métodos normais nem sempre
têm sucesso, porque não se fazem concessões por
conta da incapacidade, ou a desvantagem não é
compreendida.
A água oferece a experiência de encontrar-se o
corpo sendo atuado por duas forças principais –
gravidade ou impulso para baixo, e flutuação ou
impulso para cima. Ela proporciona o potencial
de exercício em três dimensões que não pode ser
realizado em terra. Há estimulação maciça para
treinamento perceptual visualmente,
auditivamente e através dos receptores da pele,
devido aos efeitos da turbulência, calor e
pressão hidrostática. Há também respiração
melhorada, controle do equilíbrio e controle
rotacional, os quais são críticos na água devido
à flutuação e efeitos metacêntricos, e efeitos
psicológicos.
Se a criança se perguntasse se desejaria brincar na água, ela mais
provavelmente responderia “sim”; por essa razão, qualquer programa
de exercício seria ocultado por jogos e brincadeiras. Isso pode
assumir um aspecto positivo se o programa for projetado para incluir
o ensino da natação com os exercícios terapêuticos.
Uma abordagem definitiva agora surge, de vez que poucas crianças
sejam o quanto for temerosas, conseguem resistir a reunir-se com
aquelas que estão felizes brincando.
É essencial que a criança ou adulto seja mentalmente feliz na
água, bem como fisicamente ajustada, de modo que possa ser criada a
atmosfera mais benéfica; então as demandas de maior atividade têm
probabilidade de ser satisfeitas. O ajustamento mental não pode ser
obtido simplesmente pela tranqüilizarão, por parte do terapeuta, de
que tudo irá bem – ele somente pode advir de dentro da pessoa que se
tornou completamente equilibrada em um elemento que é naturalmente
estranho para ela.
Como criaturas da terra, executamos adaptações subconscientes aos
efeitos da gravidade, as quais são virtualmente inúteis na água e
que resultam em grande confusão postural. Muitos ficamos apreensivos
e tensos na água, e a pessoa incapacitada terá outras e específicas
inibições que surgem como resultado de sua incapacidade física. Ela
pode sofrer, por exemplo, de um medo muito agudo de cair,
dificultando na comunicação, incapacidade de mover-se prontamente ou
à vontade, incapacidade de controlar movimentos esporádicos ou
indesejados, respiração má ou precariamente controlada, falta de
compreensão e assimetria de forma e densidade.
Para alcançar ajustamento mental e autotranquilização, é
vitalmente importante a compreensão da água – ajustamento contínuo
ao senti-la, sua turbulência, sua flutuação e seu peso,
especialmente quando estes podem afetar o equilíbrio corporal. O
controle da respiração deve ser repetidamente enfatizado; do mesmo
modo, a capacidade de recuperar-se para uma posição de respiração
segura. Isto pode ser obtido por meio de jogos e atividades que são
alegres, e ao mesmo tempo encorajam o controle sutil do corpo.
Em todos os programas de atividade deve ser usada a maior
amplitude de sensibilidade e movimento – mudança de ritmo, mudança
de posição, mudança de atmosfera, da seriedade à gargalhada.
A água é crítica em forma e densidade. Todo mundo tem um problema
de equilíbrio na água, de vez que nenhum de nós é completamente
simétrico, e nossa densidade relativa varia. A pessoa incapacitada,
em quem a forma e a densidade estão pronunciadamente alteradas,
possui problemas. É possível pelo estudo da forma e densidade da
pessoa que está entrando na água, predizer o que acontecerá, e dar
instruções a respeito das ações que podem ser desenvolvidas para
contrabalançar qualquer efeito rotacional devido à incapacidade.
Estas instruções podem fornecer ajustamento mental antes de entrar
na água, de modo que uma vez na água a pessoa possa perceber
qualquer efeito rotacional e executar a necessária ação de correção.
A importância de estudar, a forma e a densidade, não será nunca
suficientemente salientadas; isto significa observar a pessoa
anteriormente, posteriormente e lateralmente, frente a frente, por
trás e de ambos os lados. A fim de observar as alterações em forma
ao longo do eixo longitudinal do corpo, a pessoa pode ser suportada
supina na água, o terapeuta ficando em pé à cabeceira da pessoa,
sustentação sendo dada logo abaixo do nível da cintura, o centro de
equilíbrio do corpo. A partir da observação da forma e densidade os
problemas particulares de equilíbrio e rotacionais da pessoa se
tornam evidentes e um programa de atividade é planejado incentivando
o controle da rotação, restauração do equilíbrio e sua manutenção.
À parte os fatores de forma e densidade, o terapeuta precisa
reconhecer os dois extremos de postura na água. Eles podem ser
descritos como “bastão” e “bola”. O corpo na posição ereta ficando
em pé em uma área relativamente pequena – o “bastão” – é facilmente
perturbado, e quando horizontal é facilmente rodado em torno de seu
eixo longitudinal. A posição enrolada – a “bola” – fornece
equilíbrio mais estável, e considerável esforço é necessário para
alterar a posição do corpo. Portanto, todas as atividades e
exercícios iniciais devem ser executados em formatos que tendem a
ser “enrolados em bola”. À que o equilíbrio e controle se
desenvolvem, estes formatos devem ser desenrolados para serem mais
longos, assim requerendo maior grau de controle.
A forma pode ser alterada deliberadamente, pela própria pessoa com
incapacidade, através do movimento do corpo ou parte do corpo; a
alteração pode devido a movimento involuntário, ou devido à
intervenção ativa do terapeuta. Adicionalmente, a tensão pode
alterar a forma, e a tensão pode ser criada por ações tais como
“agarrar”, “prender a respiração” ou “fechar os olhos”.Expressões
negativas, como essas e “afundar” e “afogar” nunca devem ser usadas.
Uma abordagem positiva deve ser elaborada. Frases como “deitado na
cama”, “cabeça no travesseiro”, “rolando”, “sentado em sua cadeira”,
“mãos sobre a mesa”, estão associadas com hábitos e segurança em
terra e auxiliam o ajustamento mental.
Os exercícios e atividades devem construídos segundo as seguintes
linhas: (a) uma atividade primária na qual a pessoa é apresentada,
e, se necessário, auxiliada na criação de um movimento ou uma forma;
(b) uma atividade de segmento requerendo a criação do movimento ou
forma contra o efeito e peso da água em movimento; e (c) uma
atividade oblíqua que pode sugerir um objetivo diferente, porém que
ainda contenha atividade primária – o movimento é então observado
para assegurar de que pode ser produzido quando necessário, sem
solicitação.
Vimos que os objetivos das atividades são encorajar a aquisição de
confiança, compreender, apreciar e está segura na água, respirar bem
e afinal nadar. O programa de atividades é planejado ao longo das
seguintes linhas, e, o tempo todo, a pessoa deve ser encorajada a
tratar a piscina de maneira tão normal quanto possível, isto é, como
um meio para melhorar e estender os seus padrões de postura,
movimentação e independência.
O Método
Halliwick enfatiza as habilidade dos pacientes na água e não suas
limitações.
Filosofia:
1 - Ensinar: "felicidade de se estar na água";
2 - Tratar os alunos pelo primeiro nome;
3 - Dar ênfase na habilidade não na
deficiência;
4 - Dar ênfase no prazer, colocando atividades
em forma de jogos;
5 - Trabalhar em grupo, de forma que os
nadadores se encorajem uns aos outro.
Programa dos dez pontos do Halliwick.
1 - Ajustamento mental: Adaptação ao meio
líquido de forma que a confiança na água possa ser estabelecida.
2 - Desprendimento: é o meio pelo qual o
nadador se torna mental e fisicamente independente.
3 - Rotação vertical: é o movimento em torno
do eixo transversal do corpo (da posição deitada, para posição em
pé)
4 - Rotação Lateral: é o movimento em volta do
eixo da coluna vertebral ( Rolar: decúbito ventral para decúbito
dorsal).
5 - Rotação combinada: combinação das duas
anteriores sendo executada em um único movimento.
6 - Empuxo: compreensão da força de flutuação
da água.
7 - Equilíbrio: O nadador é capaz de manter a
posição do corpo enquanto flutua em descanso, fazendo pequenos
ajustes quando há turbulência.
8 - Deslize turbulento: o nadador flutua,
sendo levado através da água pela turbulência criada pelo instrutor.
9 - Progressão simples: nadador realiza
movimentos das mãos junto ao corpo "Sculling" (remadas curtas)
10 - Braçada básica: com o nadador em decúbito
dorsal, os braços são movimentados lenta e amplamente sobre a água.
Entrada e Saída
Quando introduzindo pela primeira vez crianças na água, é
aconselhável decompor a superfície com objetos flutuantes, de vez
que uma grande extensão de água pode parecer vasta e assustadora,
especialmente para os muitos jovens: a altura da borda em relação ao
nível da água parecerá enorme a uma criança. Por essa razão, deve
ser tomado cuidado para proteger as crianças de posições que
acentuam a altura e a distância. Por exemplo, pontos focais a curta
distância podem ser alcançados operando transversalmente na dimensão
mais curta da piscina, defrontando-se com um canto, ou deixando
objetos interessantes flutuarem na água à vista da criança.
Um método de entrada e saída pelo lado da piscina que a criança
possa dominar por si própria no devido tempo é aconselhável, porque
ela pode nem sempre nadar em uma piscina onde degraus ou uma rampa e
auxílio estejam disponíveis para proporcionar entrada e saída da
água. Além disso, ela se torna independente, ajudando sua
autoconfiança, auto-estima e normalizando sua existência.
Em alguns casos os adultos também podem demonstrar ansiedade à
cerca de entrar na água pela primeira vez, e o terapeuta deve sempre
preceder a pessoa na água e dar a mesma atenção aos detalhes da
entra da que acima foram descritos para a criança.
Entrada e saída independentes por cima do lado freqüentemente é
possível para adultos, mas em alguns casos, especialmente com o
muito idoso, métodos alternativos de entrada e saída podem ter que
ser usados. Sempre que possível, entretanto, a mobilidade e a
independência devem ser incentivadas.
Entrada
O terapeuta deve sempre entrar na água primeiro e ficar pronto
para receber a criança. Deve sempre entrar tranqüilamente, causando
tão pouco borrifo quanto possível, e assegurar que emerge seus
ombros, e que sopre bolhas na água. Essas ações tranqüilizam as
crianças.
A criança sentada sobre o lado é encorajada a pôr suas mãos para
frente sobre os ombros do terapeuta, seus pés afastados da parede;
está agora em formato de “bola”. As mãos do terapeuta são colocadas
debaixo dos seus braços, em torno de suas costas e logo abaixo de
suas escápulas. O terapeuta deve falar-lhe, encorajando-a a soprar
enquanto vem a água.
Uma vez dentro, imediatamente prosseguir para uma atividade tal
como saltar, não deixar nenhum tempo para pensamentos ansiosos.
Saltar também ensina respiração e controle da cabeça e constitui um
pré-requisito para independência. A progressão da entrada é para
“mãos nas mãos”, depois deixando um espaço entre as mãos do
terapeuta e as da criança. A ação para frente na entrada deve ser
facilitada e se tornar automática, a extensão sendo evitada todo o
tempo.
Saída
A saída por cima da borda deve ser desenvolvida de tal maneira que
a independência da criança seja ajudada. Isto envolve a criança
colocar suas mãos sobre a parede e, com auxílio do terapeuta
segurando ambos os quadris logo abaixo do grande trocânter, alcançar
uma posição deitada sobre a parede, com as pernas retas pelo lado da
piscina abaixo. Ela então “serpenteia” para frente empurrando com
suas mãos. Suas pernas devem ser levantadas no alto e fora da água,
enquanto ela se move para frente até que seus quadris estejam bem
sobre o lado da piscina. Ela é ajudada a rolar e a sentar-se.
Deve-se tomar cuidado quando o controle da cabeça é limitado, e a
saída modificada para acomodar sinergias flexoras dos braços.
Em casos de espinha bífida, se for utilizada uma bolsa urinária, o
quadril no lado do aparelho precisa ser levantado bem distante de
modo a que o aparelho permaneça no lugar.
Posições de Segurar
O modo pelo qual a pessoa é segura na água pode afetar o
desenvolvimento do equilíbrio. O objetivo principal deve sempre ser
dar à pessoa o máximo senso de sua própria posição equilibrada, com
o mínimo de suporte. Qualquer que seja sua posição corporal, ela
deve ser mantida perto ou em lugar oposto ao centro de equilíbrio do
seu corpo, aproximadamente em sua linha de cintura. Embora nos
estágios iniciais a pessoa possa segurar-se no terapeuta, isto deve
ser reduzido finalmente a uma pegada leve, pois agarrar induz tensão
e destrói o senso de equilíbrio.
O terapeuta deve sempre lembrar de adotar uma posição que habilite
a pessoa a ver e comunicar-se facilmente, sem perturbar
desnecessariamente o seu equilíbrio. Para alcançar relacionamento
com a pessoa, é vital que ela tenha um sentimento de proximidade e
possa ver o terapeuta ao nível de seus próprios olhos, sem ter que
virar indevidamente ou estender a cabeça a fim de ver sua face.
Controle Respiratório
Prender a respiração constitui capital na criação de tensão dentro
do corpo. O desenvolvimento de um ritmo respiratório natural é
essencial a qualquer pessoa envolvida em atividade na água;
portanto, a pessoa precisa ser instruída a soprar quando a água está
próxima de sua face, e isto precisa tornar-se uma habilidade
automática.
O efeito de soprar tende a trazer a cabeça para diante, em
contraste com a perda de controle que se segue à ação de retirada ou
recuo da cabeça quando a água é respingada na face. Soprar deve
estar no fundo de todas as atividades e deve tornar-se uma
habilidade automática, de modo a que um bom ritmo respiratório seja
continuamente combinado com outras atividades para assegurar que a
pessoa esteja relaxada e equilibrada na água.
Segurança e Recuperação
Segurança e recuperação estão estreitamente ligadas com os dois
planos de rotação na água – para frente ou vertical, virando-se ou
lateral. A pessoa ser ensinada a como usar sua cabeça para controlar
a posição do seu corpo todo o tempo, e a reobter uma posição de
respiração segura.
A rotação para frente, ou vertical, é a capacidade de recuperar-se
de uma posição supina para a vertical. Requer, flexão forte do corpo
inteiro seguida, pelo equilíbrio exato da cabeça sobre o corpo para
permanecer em posição vertical equilibrada.
A rotação virando-se, ou lateral, requer controle ao mesmo tempo
nos planos vertical e horizontal. Quando deitada, a pessoa deve ser
capaz de controlar a rotação axial do seu corpo, que pode ocorrer
seja como resultado da assimetria devia à sua incapacidade seja
porque o movimento da água ou do seu corpo perturba a sua posição.
Uma combinação de rotação vertical e lateral completa a capacidade
da pessoa recuperar-se para uma posição segura de respiração. Se ela
for cair para frente na água, ela deve ser instruída para virar sua
cabeça, a fim de rotar seu corpo até que esteja deitada de costas.
Dessa posição ela pode recuperar-se para a vertical e o controle
está completo.
Equipamento de Flutuação
O uso de equipamento de flutuação – exceto quando um efeito
específico é requerido em exercícios terapêuticos – é altamente
indesejável e em alguns casos perigoso. Cada pessoa incapacitada
possui um problema de equilíbrio que lhe é peculiar, cujo efeito
pode ser completamente alterado ou mesmo invertido; também é
extremamente difícil ajustar o equipamento de flutuação para
assegurar que a posição requerida de equilíbrio seja mantida em
qualquer circunstância. O uso de equipamento de flutuação impede uma
das maiores vantagens de operar na água, o de desenvolver um fino
grau de controle do equilíbrio. Devido à sua desvantagem a pessoa
pode viver em um mundo de aparelhos em terra, porém na água consegue
tornar-se completamente independente e mover-se em total liberdade.
Atividades
As habilidades simples de ficar de pé, andar, saltar – tanto para
frente quanto para trás - e virar-se na água devem ser adquiridas
como base para a independência e para preparar a pessoa para a
natação. Todas as atividades devem começar com a posição estável de
“bola”. À medida que o controle melhora, a pessoa pode ser
encorajada para desenrolar o seu corpo em forma de “bastão”, para
alcançar movimentos mais finamente equilibrados.
A flutuação como uma força na água pode ser usada para auxiliar o
movimento e contrariar os efeitos gravitacionais. A fim de
compreender o impulso para cima, ou flutuação, a pessoa pode ser
incentivada a empurrar para baixo, objetos menos densos do que a
água – quando soltos, eles subirão a superfície.
Quando uma pessoa está soprando dentro da água e ganhou certo
controle rotacional, podem ser introduzidas atividades que a levam
ao fundo da piscina. Na forma de “bola” a pessoa virá à superfície
rapidamente. Ao apreciar que a água a empurra para cima até a
superfície, o ajustamento mental está quase completo. Essas
atividades exigiram um bom controle respiratório, mas a respiração
não deve ser nunca presa.
Não há limite para as atividades que podem ser elaboradas. Os
objetivos podem ser atingidos através de recreação, mas o terapeuta
deve manter em mente o ponto de ensino de cada atividade, de modo
que, o conteúdo terapêutico e recreacional sejam executado. Maior
benefício é muitas vezes derivado do tratamento de grupo, e a pessoa
ganha com o companheirismo e a competitividade que oferece, e é
encorajada a trabalhar mais tempo e a concentração mais
intensamente.
Exercícios Terapêuticos
Muitos destes podem ser incorporados em outras atividades.
Como exemplo de uma atividade para criança que incorpora a
movimentação específica dos quadris, pode-se recitar uma canção
compassada adequada, pois ela combina o movimento específico com o
aprendizado sobre o peso da água, equilíbrio corporal e consciência
do corpo, controle da cabeça e ajustamento mental.
Finalidade: incentivar o desembaraço.
Apreciação: consciência do corpo e equilíbrio.
Formação: o nadador fica de pé de frente para o instrutor (crianças
pequenas em águas profundas ficam de pé sobre os joelhos dobrados do
instrutor). O instrutor segura o nadador no centro de equilíbrio do
corpo, aproximadamente ao nível da cintura.
Instrução – cantar a canção, “tiquetaquear” como um relógio de lado
para fora, irá encorajar a abdução, controle lateral da cabeça e
apreciação do peso da água. “O relógio bateu uma hora” – bater
palmas com as mãos acima da cabeça encorajando ainda mais
desprendimento, movimento de braços, percepção do corpo e controle
da cabeça e do corpo. “O ratinho fugiu” – descer depressa pelo
instrutor e “soprar” a água, encorajando o movimento e o controle da
cabeça para frente e a respiração. Cantar a canção – repetir o
movimento de “tiquetaquear”.
À medida que o desempenho melhore, o instrutor pode dar menos ajuda
no equilíbrio, e finalmente para assegurar a estabilidade lateral,
pode empurrar o nadador delicadamente, porém, firmemente de lado
para lado no “tiquetaquear” e ver se ele restaura a posição
triangular e está controlando o seu corpo para frente e para trás.
Uma forma triangular é uma forma na qual as pernas do nadador
estão amplamente separadas, os braços estando junto ao lado do
corpo. Se esta forma for empurrada para o lado, a água a restaurará
a posição vertical, dado que o movimento para o lado não seja
demasiado grande.
Caminhar para os lados, em círculo ou pela piscina encorajará o
aumento da abdução, flexão lateral da cabeça e tronco no adulto. Ao
mesmo tempo a pessoa apreciará que a água tem peso, e a necessidade
de equilíbrio e controle da cabeça. O ajustamento mental é
incrementado.
Deve ser lembrado que na água a flutuação tende a minimizar os
efeitos da gravidade, particularmente quando mais de dois terços do
corpo estão imersos e quando o corpo está flutuando. Isto significa
que não há a mesma exigência sobre os músculos antigravitacionais,
além de outras vantagens.
Exemplos de Atividades
1. Uma atividade efetuada na posição de “bastão” vertical e
requerendo controle da cabeça pode ser desenvolvida da seguinte
maneira.
Atividade Primária
Finalidade: controle da cabeça.
Apreciação: a água tem peso.
Formação: um círculo é formado, nadador e terapeuta alternadamente,
todos segurando as mãos e voltados para dentro.
Instrução: caminhar em círculo para o lado dando um passo e levando
o outro pé para junto do primeiro, inclinar-se e empurrar de
encontro à água, quando a água chegar próximo a face – soprar.
Os pontos a observar são que a cabeça esteja inclinada na direção
em que o círculo está se movendo e que ela seja mantida em tal
posição que os pés permaneçam em contato com o chão da piscina e não
se elevem para frente ou para trás e que os pés não se cruzem.
Atividade de Seguimento
A finalidade e a formação permanecem as mesmas, mas a apreciação é
aumentada pelo fato de que quando o nadador sente o peso da água
movendo-se contra si, ele deve empurrar.
Instrução: caminhar para o lado, no sentido do relógio; quando a
palavra “mudar” é dada, alterar a direção para contrária ao relógio.
Uma vez que o círculo esteja se movendo bem e a água esteja
turbulenta, o comando “mudar” é dado para assegurar que o nadador
trabalhe com sua cabeça e tronco para mover-se na direção inversa.
Atividade Oblíqua
A finalidade, apreciação e formação são as mesmas novamente.
Instrução: caminhar em círculo para o lado dando passos no ritmo de
uma canção ou versos. A canção deve continuar e o ritmo deve ser
mantido quando a direção é trocada.
O ponto a observar, aqui, é que o controle da cabeça é exercido
subconscientemente e o nadador recebe muita memorização a lembrar
para assegurar que a reação seja automática.
2. Uma atividade usando a posição de “bola”.
Atividade Primária
Finalidade: controle da cabeça e equilíbrio corporal.
Apreciação: efeito do movimento da cabeça sobre a posição do corpo
na água.
Formação: um círculo é formado, alternadamente nadador e terapeuta
segurando as mãos e olhando para dentro.
Instrução: nadadores dobrem seus joelhos na altura do tórax e
lentamente movam a sua cabeça para frente e para trás.
Auxílio é dado aos nadadores pelos terapeutas movendo seus braços
para diante e para trás ligeiramente. É importante que o controle da
cabeça para frente e para trás seja tal que o corpo “em bola” não
oscile demasiado longe.
Atividade de Seguimento
Finalidade: apreciação e formação permanecem as mesmas.
Instrução: acrescentar à instrução precedente cantar uma canção –
e oscilar segundo o seu ritmo.
É importante observar o controle automático, pela cabeça, da
oscilação do corpo, e que o “soprar” ocorra quando a face está perto
dágua quando do movimento para frente.
Atividade Oblíqua
Esta segue o padrão daquela acima, mas pode ser progredida de modo
a que o corpo seja gradualmente desenrolado, ocorrendo uma oscilação
maior, mas a cabeça ainda controlando o corpo, de tal modo que não
ocorra súbito impulso para cima das pernas.
3. Esta atividade envolve o movimento de “bola” e “bastão” entre as
duas posturas.
Atividade Primária
Finalidade: recuperação para frente.
Apreciação: extremos de postura; efeito do movimento da cabeça sobre
a posição do corpo na água.
Formação: os nadadores são suportados na cintura por trás pelos
terapeutas, todos voltados para dentro do círculo.
Instrução: sente-se em sua cadeira, mãos para frente sobre a mesa,
cabeça para trás lentamente até que vocês estejam repousando com sua
cabeça sobre o ombro.
Quando a palavra é dada, cada nadador dobra seus joelhos no
sentido do seu tórax, traz sua cabeça e mãos à frente para atingir
um objeto, sopra e fica de pé. É dado auxílio para este movimento
para frente. Os pontos a observar são que o nadador entre na forma
de “bola”, empurre à frente com sua cabeça e mãos, sopre e equilibre
na posição ereta. Obter um objeto flutuando na água, ou atingir a
barra é importante para o nadador.
Atividade de Seguimento
A finalidade, apreciação, formação e instrução permanecem as
mesmas, mas o nadador recebe menos auxílio para fazer a recuperação
afora das mãos do terapeuta.
Atividade Oblíqua
A finalidade, a apreciação, formação e instrução permanecem as
mesmas, porém nenhum auxílio é dado e a atividade pode ser tornada
competitiva reduzindo-se gradualmente o número de objetos.
Atividade debaixo dágua
Com o emprego de objetos que afundarão lentamente, o nadador pode
começar a alcançá-los perto da superfície, soprando quando a água
está próxima de sua face e gradualmente indo mais e mais
profundamente. Ele terá que manter seus olhos abertos para ver o
objeto, importante em toda atividade debaixo dágua, e também a
prender bom controle respiratório e como trabalhar a flutuação da
água.
Bom dia! pratico Halliwick e Watsu e preciso urgentemente saber
qual a temperatura ideal da água. muito obrigada Cristina
Florianópolis
Prezada Cristina,
Em hidroterapia falamos que a temperatura ideal é a termo neutra, ou
seja, uma temperatura onde o paciente não perde e nem ganha calor na
água. Assim, essa temperatura em graus, vai variar de acordo com a
região onde trabalhamos. Ex: 35 graus pode ser uma boa temperatura
em São Paulo, num dia frio, mas pode ser demasiadamente quente no
rio Grande do Norte em dias quente.
Esperamos ter ajudado.
Atenciosamente,
Tatiana
Muito obrigada - aqui em Florianópolis quando
está frio a piscina não aquece e o treinamento é muito desagradável.
vou conversar com a coordenadora a respeito.