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 Atividades

As habilidades simples de ficar de pé, andar, saltar – tanto para frente quanto para trás - e virar-se na água devem ser adquiridas como base para a independência e para preparar a pessoa para a natação. Todas as atividades devem começar com a posição estável de “bola”. À medida que o controle melhora, a pessoa pode ser encorajada para desenrolar o seu corpo em forma de “bastão”, para alcançar movimentos mais finamente equilibrados.

A flutuação como uma força na água pode ser usada para auxiliar o movimento e contrariar os efeitos gravitacionais. A fim de compreender o impulso para cima, ou flutuação, a pessoa pode ser incentivada a empurrar para baixo, objetos menos densos do que a água – quando soltos, eles subirão a superfície.

Quando uma pessoa está soprando dentro da água e ganhou certo controle rotacional, podem ser introduzidas atividades que a levam ao fundo da piscina. Na forma de “bola” a pessoa virá à superfície rapidamente. Ao apreciar que a água a empurra para cima até a superfície, o ajustamento mental está quase completo. Essas atividades exigiram um bom controle respiratório, mas a respiração não deve ser nunca presa.

Não há limite para as atividades que podem ser elaboradas. Os objetivos podem ser atingidos através de recreação, mas o terapeuta deve manter em mente o ponto de ensino de cada atividade, de modo que, o conteúdo terapêutico e recreacional sejam executado. Maior benefício é muitas vezes derivado do tratamento de grupo, e a pessoa ganha com o companheirismo e a competitividade que oferece, e é encorajada a trabalhar mais tempo e a concentração mais intensamente.


 Exercícios Terapêuticos

Muitos destes podem ser incorporados em outras atividades.

Como exemplo de uma atividade para criança que incorpora a movimentação específica dos quadris, pode-se recitar uma canção compassada adequada, pois ela combina o movimento específico com o aprendizado sobre o peso da água, equilíbrio corporal e consciência do corpo, controle da cabeça e ajustamento mental.

 Finalidade: incentivar o desembaraço.

 Apreciação: consciência do corpo e equilíbrio.

 Formação: o nadador fica de pé de frente para o instrutor (crianças pequenas em águas profundas ficam de pé sobre os joelhos dobrados do instrutor). O instrutor segura o nadador no centro de equilíbrio do corpo, aproximadamente ao nível da cintura.

 Instrução – cantar a canção, “tiquetaquear” como um relógio de lado para fora, irá encorajar a abdução, controle lateral da cabeça e apreciação do peso da água. “O relógio bateu uma hora” – bater palmas com as mãos acima da cabeça encorajando ainda mais desprendimento, movimento de braços, percepção do corpo e controle da cabeça e do corpo. “O ratinho fugiu” – descer depressa pelo instrutor e “soprar” a água, encorajando o movimento e o controle da cabeça para frente e a respiração. Cantar a canção – repetir o movimento de “tiquetaquear”.

À medida que o desempenho melhore, o instrutor pode dar menos ajuda no equilíbrio, e finalmente para assegurar a estabilidade lateral, pode empurrar o nadador delicadamente, porém, firmemente de lado para lado no “tiquetaquear” e ver se ele restaura a posição triangular e está controlando o seu corpo para frente e para trás.

Uma forma triangular é uma forma na qual as pernas do nadador estão amplamente separadas, os braços estando junto ao lado do corpo. Se esta forma for empurrada para o lado, a água a restaurará a posição vertical, dado que o movimento para o lado não seja demasiado grande.
Caminhar para os lados, em círculo ou pela piscina encorajará o aumento da abdução, flexão lateral da cabeça e tronco no adulto. Ao mesmo tempo a pessoa apreciará que a água tem peso, e a necessidade de equilíbrio e controle da cabeça. O ajustamento mental é incrementado.
Deve ser lembrado que na água a flutuação tende a minimizar os efeitos da gravidade, particularmente quando mais de dois terços do corpo estão imersos e quando o corpo está flutuando. Isto significa que não há a mesma exigência sobre os músculos antigravitacionais, além de outras vantagens.

 Exemplos de Atividades

1. Uma atividade efetuada na posição de “bastão” vertical e requerendo controle da cabeça pode ser desenvolvida da seguinte maneira.

Atividade Primária

Finalidade: controle da cabeça.
Apreciação: a água tem peso.
Formação: um círculo é formado, nadador e terapeuta alternadamente, todos segurando as mãos e voltados para dentro.
Instrução: caminhar em círculo para o lado dando um passo e levando o outro pé para junto do primeiro, inclinar-se e empurrar de encontro à água, quando a água chegar próximo a face – soprar.

Os pontos a observar são que a cabeça esteja inclinada na direção em que o círculo está se movendo e que ela seja mantida em tal posição que os pés permaneçam em contato com o chão da piscina e não se elevem para frente ou para trás e que os pés não se cruzem.


 Atividade de Seguimento

A finalidade e a formação permanecem as mesmas, mas a apreciação é aumentada pelo fato de que quando o nadador sente o peso da água movendo-se contra si, ele deve empurrar.
Instrução: caminhar para o lado, no sentido do relógio; quando a palavra “mudar” é dada, alterar a direção para contrária ao relógio.

Uma vez que o círculo esteja se movendo bem e a água esteja turbulenta, o comando “mudar” é dado para assegurar que o nadador trabalhe com sua cabeça e tronco para mover-se na direção inversa.
 


 Atividade Oblíqua

A finalidade, apreciação e formação são as mesmas novamente.

Instrução: caminhar em círculo para o lado dando passos no ritmo de uma canção ou versos. A canção deve continuar e o ritmo deve ser mantido quando a direção é trocada.

O ponto a observar, aqui, é que o controle da cabeça é exercido subconscientemente e o nadador recebe muita memorização a lembrar para assegurar que a reação seja automática.


 2. Uma atividade usando a posição de “bola”.

Atividade Primária

Finalidade: controle da cabeça e equilíbrio corporal.
Apreciação: efeito do movimento da cabeça sobre a posição do corpo na água.
Formação: um círculo é formado, alternadamente nadador e terapeuta segurando as mãos e olhando para dentro.
Instrução: nadadores dobrem seus joelhos na altura do tórax e lentamente movam a sua cabeça para frente e para trás.

Auxílio é dado aos nadadores pelos terapeutas movendo seus braços para diante e para trás ligeiramente. É importante que o controle da cabeça para frente e para trás seja tal que o corpo “em bola” não oscile demasiado longe.
 


 Atividade de Seguimento

Finalidade: apreciação e formação permanecem as mesmas.
Instrução: acrescentar à instrução precedente cantar uma canção – e oscilar segundo o seu ritmo.

É importante observar o controle automático, pela cabeça, da oscilação do corpo, e que o “soprar” ocorra quando a face está perto dágua quando do movimento para frente.


Atividade Oblíqua

Esta segue o padrão daquela acima, mas pode ser progredida de modo a que o corpo seja gradualmente desenrolado, ocorrendo uma oscilação maior, mas a cabeça ainda controlando o corpo, de tal modo que não ocorra súbito impulso para cima das pernas.

 3. Esta atividade envolve o movimento de “bola” e “bastão” entre as duas posturas.


 Atividade Primária

Finalidade: recuperação para frente.
Apreciação: extremos de postura; efeito do movimento da cabeça sobre a posição do corpo na água.
Formação: os nadadores são suportados na cintura por trás pelos terapeutas, todos voltados para dentro do círculo.
Instrução: sente-se em sua cadeira, mãos para frente sobre a mesa, cabeça para trás lentamente até que vocês estejam repousando com sua cabeça sobre o ombro.

Quando a palavra é dada, cada nadador dobra seus joelhos no sentido do seu tórax, traz sua cabeça e mãos à frente para atingir um objeto, sopra e fica de pé. É dado auxílio para este movimento para frente. Os pontos a observar são que o nadador entre na forma de “bola”, empurre à frente com sua cabeça e mãos, sopre e equilibre na posição ereta. Obter um objeto flutuando na água, ou atingir a barra é importante para o nadador.


 Atividade de Seguimento

A finalidade, apreciação, formação e instrução permanecem as mesmas, mas o nadador recebe menos auxílio para fazer a recuperação afora das mãos do terapeuta.


 Atividade Oblíqua

A finalidade, a apreciação, formação e instrução permanecem as mesmas, porém nenhum auxílio é dado e a atividade pode ser tornada competitiva reduzindo-se gradualmente o número de objetos.

 Atividade debaixo dágua

Com o emprego de objetos que afundarão lentamente, o nadador pode começar a alcançá-los perto da superfície, soprando quando a água está próxima de sua face e gradualmente indo mais e mais profundamente. Ele terá que manter seus olhos abertos para ver o objeto, importante em toda atividade debaixo dágua, e também a prender bom controle respiratório e como trabalhar a flutuação da água.

Acessoria

Nome: Cristina
Endereço : Fidelis Govoni - Florianópolis

 Bom dia! pratico Halliwick e Watsu e preciso urgentemente saber qual a temperatura ideal da água. muito obrigada  Cristina Florianópolis

Prezada Cristina,

Em hidroterapia falamos que a temperatura ideal é a termo neutra, ou seja, uma temperatura onde o paciente não perde e nem ganha calor na água. Assim, essa temperatura em graus, vai variar de acordo com a região onde trabalhamos. Ex: 35 graus pode ser uma boa temperatura em São Paulo, num dia frio, mas pode ser demasiadamente quente no rio Grande do Norte em dias quente.
Esperamos ter ajudado.

Atenciosamente,
Tatiana

Muito obrigada - aqui em Florianópolis quando está frio a piscina não aquece e o treinamento é muito desagradável. vou conversar com a coordenadora a respeito.

 
 
 

Gambes & Gambes Designer 2008