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O objetivo do Healing Dance é despertar o curador interno através dos movimentos de dança. Dançar na água o corpo daqueles que gostam de dançar, experiência a liberdade que a água pode propiciar ao corpo, em nosso interior.
Bailarino e coreógrafo, Alexander desenvolveu-se no Watsu e no Water Dance de maneira extraordinária e com o passar do tempo desenvolveu diversos movimentos de dança adaptados a Terapias Corporais Aquáticas, alguns deste movimentos foram agregados ao Watsu como o Vôo Livre, um movimento muito importante para o Watsu.
O Healing Dance foi desenvolvido inicialmente no Brasil com os primeiros cursos. No segundo curso de Healing que Alexander lecionou no Brasil era um
evento com uma quantidade de alunos considerável de pessoas que acreditavam no trabalho de Alexander como sendo o primeiro instrutor de Watsu no Brasil a formar turmas como profissionais. Alexander sai da
piscina olha para ela com todos em movimentos de ondas com seus parceiros e grita como se estivesse decretando algo. " O Healing Dance está acontecendo". Este é Alexander, um instrutor que valoriza a arte em todos os aspectos e ensina não somente movimentos na água
mais muitas possibilidades.
Alexander está sempre criando e é responsável por muitos movimentos de
Water Dance e alguns de Watsu. Após algum tempo aparece Alexander novamente no Brasil trazendo as novidades com uma
infinidade de movimentos baseados na dança, e em diversos trabalhos, agora incluso a tridimensionalidade da submersão. O Trabalho é dividido em quatro partes atualmente. e quem se
presta a aprender Healing Dance prepare-se para balanças suas
estruturas e tenha a certeza que não será a mesma pessoa depois.
O Healing tem realmente crescido e desenvolvido muito e ainda aparenta um pouco uma cocha de retalhos um pouco caótico, mas sabemos que caminha para ser o trabalho corporal aquático mais forte de todos, devido a dedicação total de seu desenvolvedor
Alexander Georgeakopoulos.
O Estilo
Eu estudei
Watsu com Harold Dull em Harbin Hot Springs, em 1990. Meu trabalho
na água, a partir de então, foi influenciado pela minha formação em
dança aliada às características inerentes ao elemento aquático, e
por minha experiência como praticante de "Trager Work", que é uma
terapia corporal desenvolvida a partir do movimento.
Após ter
estudado Dança Aquática (WaterDance) em 1993 com Arjana Brunschwiler,
novas dimensões dos conceitos de espaço, de alcance dos movimentos e
de tridimensionalidade abriram-se para mim. Muitas sugestões e
idéias oferecidas por assistentes e por alunos também foram e
continuam sendo incorporadas, de modo que hoje, A Dança Curativa
(Healing Dance) está se tornando mais uma criação coletiva do que
uma criação individual minha.
A Dança
Curativa pode ser resumida nas seguintes idéias:
O poder
da dança nos envolve como um abraço, induzindo-nos à
participação prazerosa, como se estivéssemos em um novo ritmo
biológico, mais lento, ou não mais movendo-nos por conta
própria. A interação constitui a dança. A cura emana do
interior.
O
movimento é entendido como um remédio, e portanto é
cuidadosamente dosado, intercalado com momentos de pausa.
O doador
está sempre atento às reações do receptor, as quais indicam os
movimentos-chave.
O
receptor experimenta uma dança recebida, que lhe é dada, e a
qual evoca experiências de beleza e prazer; estas experiências
podem levar, por vezes, a descargas emocionais mais profundas.
Um fluxo
de movimento contínuo e sem quebras é gerado e mantido.
Um campo
rítmico é igualmente estabelecido e mantido
A
sensibilidade ao ‘ritmo de consciência’ que está presente em
todos os movimentos potencializa seus efeitos.
Um
poderoso sistema tridimensional é empregado para canalizar o
movimento.
O doador
como que desaparece, reduzido apenas a mãos que auxiliam e
transmitem ternura, à consciência do contato corporal segundário,
movendo seu parceiro à distância e permanecendo ‘por trás’ de
seu movimento
A leveza
é comunicada através da sensibilização ao peso, de uma abordagem
questionadora, de descargas de sentimentos, e da descoberta de
momentos de ausência de peso no fluir do movimento
Liberdade
e intimidade equilibram-se em uma metáfora da realidade do
relacionamento.
Movimentos circulares e cíclicos (ondas, espirais, círculos e
‘oitos’) são experimentados como mandalas no espaço na completa
tridimensionalidade da água.
O
praticante ‘viaja’ na piscina para gerar correntes ‘virtuais’ ,
nas quais o receptor navega.
Avançadas
técnicas mentais e físicas que trabalham a mecânica corporal
proporcionam o refinamento do movimento e do toque do doador,
levando a respostas mais eficazes.
A
familiaridade com uma gama de movimentos estimula a
improvisação, a qual constitui o objetivo final deste estudo.
Movimento: o remédio
para a cura
Sistemas vivos
têm a capacidade de auto-cura. O corpo e a psique podem receber
auxílio externo – e também influências negativas - para isso; no
entanto, a cura só poderá vir de dentro de nós mesmos. O
relacionamento entre o terapeuta e o cliente deve constituir um
terreno de confiança e de firme intenção para que a auto-cura se
processe. Os movimentos de uma sessão devem constituir uma afirmação
suficientemente forte, como portas abertas através das quais o
cliente faz a escolha de seguir adiante. Os movimentos tornam-se
então revelações para o corpo, mostrando-lhe toda a liberdade e
facilidade com que podem ser executados. Os movimentos encontrarão
eco na inteligência inerente ao corpo como o "padrão de perfeição"
que o corpo possui. A dança, então, estará em seu nível mais sutil e
criativo, entre a mensagem subliminal inerente aos movimentos e a
consciência mais profunda do receptor. A Dança Curativa
constitui-se, consequentemente, pela interação entre o terapeuta e o
cliente, pela compaixão e pelo medo, pelo movimento e pela entropia.
A crença no
poder curativa do movimento é a base deste estilo de cura. Sendo o
movimento visto como um remédio para a cura, ele deve ser dosado
cuidadosamente. Isto significa observar e permitir que o movimento
adequado surja no momento adequado, seguindo o ritmo e a duração
igualmente apropriados. Pausas naturalmente constituem uma parte
deste conceito de dosagem.
Em nosso
desenvolvimento e na nossa vida diária, podemos observar que algumas
partes do nosso ser tornam-se energeticamente isoladas ou
destorcidas. Os termos utilizados em Shiatsu para referir-se a falta
de e à estagnação de energia - kyo e jitsu – podem igualmente ser
aplicados à pessoa como um todo.
O Movimento,
melhor dizendo, a dança, tem o poder de re-energizar, de quebrar
bloqueios, de re-conectar-nos e equilibrar-nos, enfim, de
restabelecer um sentido de um ‘todo’, um ‘uno’. O dança tem o poder
de alterar positivamente muitas dessas condições mencionadas no
parágrafo anterior.
O terapeuta
deve estar atento às reações do cliente, as quais indicarão quais
são os movimentos-chave. Suspiros, gemidos, sorrisos, riso e até
mesmo as lágrimas apontam todos para a mesma direção, a volta à
unidade. Todos os movimentos que geram essas reações são
significativos, e projetam uma luz sobre as misteriosas razões das
distorções de condições ideais. Um movimento-chave pode também
surgir a partir do próprio receptor: neste caso, nossa
responsabilidade será observar esse movimento e validá-lo. Ao
permitirmos que esse movimento se realize e ao encorajar sua
expressão estaremos promovendo a conscientização da real motivação
desse movimento.
Nas sessões de
Dança Curativa as reações de prazer estão intimamente ligadas com o
experimentar a beleza. É realmente belo compartilhar da graça,
força, ternura, liberdade, ausência de peso e sensibilidade de uma
maneira que poderia ser definida como uma „dança recebida" . O
receptor estará vendo a si próprio como uma expressão de Beleza, e a
Beleza é uma manifestação do Divino. Muito freqüentemente os
receptores alcançam níveis mais elevados de consciência, os quais
estarão reabrindo um canal para o estado de bênção, o qual é
raramente vivenciado.
Na tradição
espiritual indiana o estado de bênção é entendido como o estado
natural de consciência. "Satchitanand" significa " a verdade é a
consciência da bênção". Lembrar-nos que a bênção é o nosso estado
natural de ser constitui uma lição importante, pois não precisamos
aprender somente através do sofrimento e da dor. A experiência de
qualquer momento de bênção pode levar-nos a perceber sua ausência em
nossas vidas.
As pessoas
necessitam, no entanto, de um certo grau de segurança para permitir
que sentimentos dolorosos se expressem. A experiência de um estado
de bênção pode ser suficiente para permitir que esses sentimentos
dolorosas espontaneamente emergem.

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