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Mecânica do Corpo

Uma mecânica de corpo correta ajuda tanto o terapeuta (doador) quanto o cliente (recebedor). Com uma boa base técnica, o profissional se mantém sensível, eficaz, se movimenta deslizando e fica relaxado. Pode ser muito agradável aplicar uma sessão. Sob essas condições o cliente tende a ter uma experiência prazerosa, estimulante, eficiente como trabalho corporal, e abre espaço para uma exploração interior.

Se um cliente for particularmente pesado na água ou desajeitado para se trabalhar, o conhecimento da mecânica corporal reduz e previne machucados e dores musculares. O trabalho na água é mais fácil para homens altos com braços longos do que para mulheres leves e baixas. Mesmo assim, o uso cuidadoso de flutuadores e pesos capacita mesmo uma mulher pequena a ser bem sucedida em suas sessões e a oferecer sua qualidade única de compaixão.

Alguns tipos físicos têm uma tendência maior a se machucarem do que outros, sendo mais mutáveis e menos substanciais. Aqueles mais robustos, que "nasceram" para a profissão, com maior vitalidade e resistência, não precisarão prestar muita atenção em como estão executando os movimentos, ao ritmo, nem se ajustarem aos clientes maiores e mais pesados. Entretanto, saber como economizar energia e respeitar o corpo é um fator que irá prolongar uma carreira ativa, livre de machucados.

Para um terapeuta corporal, os ferimentos fazem parte de sua jornada, para a qual ele aprende a se respeitar e a se purificar. Muitos de meus colegas compartilharam como problemas físicos vindos de uma massagem se tornaram ensinamentos, levando-os à modalidades mais suaves, com energia orientada. Terapeutas corporais são levados à água pelo mesmo motivo. As terapias aquáticas são mais gentis com o terapeuta, mas mesmo assim podem ser difíceis, até mesmo prejudiciais, sem uma prática de mecânica de corpo adequada, compensando as possíveis limitações e adaptando o trabalho ao cliente.

Enquanto movimento, A Dança Curativa lembra muito o Tai-Chi. Suas posturas, seu ritmo lento e ponderado, meditativo e consciente da respiração são muito parecidos com os movimentos dessa arte marcial chinesa. Os quatro primeiros princípios da mecânica do corpo têm muito em comum com o Tai Chi. Vamos ver como.

1) Ficando de Pé, Afundando

A postura na água é com os pés apontando para a frente. Os joelhos se dobram sobre eles, os quadris descem e a coluna se eleva verticalmente para a pélvis. Esta é a postura do cavalo do Tai Chi, só que mais aberta. O flutuar da água torna essa postura, mais aberta, possível, sem o adicional esforço que precisaria fora d’água. Tanto o terapeuta quanto o cliente compartilham um centro de gravidade comum, o qual é bem alto e as vezes está do lado de fora de cada corpo. A conseqüência é uma estrutura instável e pesada. Esta base muito ampla adiciona uma estabilidade necessária para movimentar o outro no nível do peito. Fique em pé sólido como uma montanha.

A flutuação é o fator chave que afeta a mecânica do corpo na água. Ao ficar de pé, fora da água, o corpo ganha peso. Ao dobrar os joelhos e imergí-los até o queixo, o corpo ganha flutuação. Qualquer coisa que é levantada fora da água se torna mais pesada. Submersa, é flutuada de acordo com a sua gravidade específica. Ficar de pé e trabalhar em água rasa aumenta a sua estabilidade no fundo da piscina e, portanto, auxilia na alavanca do movimento. Afundar bastante ou trabalhar em água profunda produz um efeito oposto. A estabilidade reduzida é um empecilho para a flutuação, sua vantagem é a facilidade que nos permite agüentar um outro.

Um homem alto em uma água rasa leva muito menos desvantagem do que uma mulher baixa em água profunda. Se a água estiver muito rasa, nosso homem alto deve fazer uma postura desconfortavelmente ampla, ou até mesmo ajoelhar. Nossa mulher baixa, em uma água muito profunda, deve apenas colocar pesos nos tornozelos. Quando levantar ou ficar no raso ? Certamente, na Seqüência do Tango e nas Variações com a Perna de Dentro. Para que o parceiro role na Rotação da Perna de Dentro, o ombro próximo precisa de espaço para se instalar debaixo de sua axila e você tem que ser capaz de encostar na perna. No início e no final, na parede existem dois outros momentos em que a água mais rasa é necessária - o cliente não conseguirá dobrar seus joelhos ou muito menos relaxar se a água for muito profunda.

Quando afundar ou ficar no fundo? Nas seqüências de "Algas I e II" e "Chagal", naturalmente quando a postura for a mais ampla. Terapeutas experientes tendem a trabalhar no fundo da água. Eu chamo de "estilo crocodilo", (permanecer afundado na água, como crocodilo que deixa somente o nariz e os olhos acima do nível da água) despendendo menos energia ao manter sua própria postura ou suportar fora da água partes de um corpo que não pertence a você.

 

2) Transferência de Peso

A transferência de peso consiste na alternância do peso do corpo de uma perna para outra. A alavanca fica na dependência da tração do pé no fundo da piscina. O impulso começa isométricamente, superando a inércia. Uma vez iniciado o movimento, uma série começa. Quando o peso do corpo se estabiliza na segunda perna, o joelho se dobra para absorve-lo. O impulso é feito para baixo e na diagonal, produzindo um deslocamento lateral do corpo na direção oposta. A perna transmite sua força para a pélvis. O tronco flutua acima da pélvis. Os músculos do torso se contraem isométricamente para mante-lo equilibrado acima dos quadris contra o fator de deslocamento da resistência da água. A contração estabilizadora do torso também propicia uma alavanca sólida para os braços sustentarem e moverem o parceiro.

 

3) Rotações dos Quadris

Numa mecânica de corpo típica, uma transferência de peso já é seguida pela rotação pélvica. A pélvis gira para dentro em direção ao fêmur da perna que está recebendo o peso. Da mesma maneira como o toureiro gira sua capa, o movimento pode continuar para formar um arco mais longo. Quando criamos um movimento das pernas e quadris dessa maneira, os braços e as costas não ficam sobrecarregados. Os braços ficam exatamente em frente aos ombros. Se eles não estiverem, significa que a coluna está torcida, desestabilizando o alinhamento vertebral e puxando os músculos das costas.

A gravidade existe é funciona também na água. A força da flutuação na água se opõe à gravidade. (Isso é conseqüência principalmente da gravidade, resultado da pressão da água aumentada pela profundidade.) É mais fácil segurar objetos ou pessoas na água do que fora, mas se as movimentarmos lateralmente é mais difícil - a massa dos objetos encontra a viscosidade da água que é maior do que a do ar. O poder de mover o parceiro lateralmente através da água vem da transferência de peso de uma perna para outra, girando a pélvis e estabilizando as costas e os braços. Torcer as costas é uma falha da mecânica do corpo, uma vez que sobrecarrega os rotores paravertebrais com a tarefa de transferir toda a massa corporal do companheiro, um papel ao qual não foi designado.

 

4) Passos

Uma transferência de peso sempre leva à um passo para frente, para os lados ou para trás. Ao dar um passo largo e fundo para trás, seguido de uma transferência de peso no giro, este evolui mais. Agora, um movimento mais longo e duradouro pode ser aplicado antes de virar de costas na direção oposta. O passo é dado de leve, dedo do pé primeiro porque um choque do calcanhar no fundo da piscina pode ser sentido imediatamente pelo cliente através do corpo do terapeuta . O pé na verdade desliza no contato com o fundo. O desafio de dar passos na água é manter costas e quadris no lugar enquanto executa o movimento. Os fatores desestabilizadores são 1) o perder e reencontrar o ponto de apoio e 2) a resistência da água pela sua massa corpórea e a de seu companheiro.

Para contrabalançar as forças que nos desestabilizam, conscientemente criamos uma cadeia de alavancagens que se iniciam no fundo da piscina e que passam seqüencialmente por nossos tornozelos, joelhos, quadris, espinha, articulações dos ombros, cotovelos e pulsos, chegando finalmente às mãos. Nossos cotovelos encontram-se sempre apoiados nas laterais de nossa caixa torácica e funcionam como nadadeiras de golfinhos, podendo assim transmitir mais eficientemente a força de nosso tórax para nossas mãos. Esta cadeia de alavancagens, em sua totalidade, gera uma necessidade menor de intervenção de movimentos exteriores, concentrando sua energia na estabilização de nosso corpo ao invés de em sua movimentação através do espaço. Assim, podemos mover-nos com major fluidez e naturalmente levar nosso parceiro nesse movimento; em outras palavras, movimentar nosso parceiro através do exemplo.

A cada passo dentro ou fora d’água, o sistema nervoso está fazendo ajustes sem um envolvimento consciente. Entretanto, essas habilidades na água devem ser primeiro aprendidas e memorizadas antes de se tornarem automáticas.

Uma outra alternativa depois de um passo grande e giratório é trazer sua outra perna abaixo de você, tornando possível a repetição de um ciclo de três partes num círculo. Na dança nós diríamos, "um passo para trás, gire, juntos". Isso é adequado para fazer movimentos que queremos repetir algumas vezes na mesma direção, como a Onda do Golfinho num círculo. Além disso, em muitas piscinas há uma zona limitada na qual o trabalho termina entre o raso e o fundo, portanto tudo o que fazemos deve ser num estreito âmbito de conforto. Dar um passo para trás num círculo toma muito pouco espaço e mantém a continuidade do movimento.

Passos pequenos para trás, como de "Gueixas" é uma outra forma de movimentar-se. Dando passos largos ou curtos para trás evita arcar as costas ou deitar seu companheiro em seu peito; essa é uma posição bio-mecanicamente desfavorável para sustentar o peso. Curvar-se para trás é seguro se for feito com as "costas neutras", isto é, com as costas retas e a pélvis encaixada.

Os movimentos em ziguezague para trás e os passos em círculos são as características que distinguem a mecânica corporal da Dança Curativa da mecânica corporal do Fluir Expandido dod Watsu. A Dança Curativa envolve um movimento mais amplo no espaço. Ao movimentarmos nos para trás, imediatamente estamos gerando uma área de baixa pressão a frente de nosso corpo – onde nosso parceiro "navegará" – e a qual é extremamente benéfica para o receptor. Essa área constitui um tipo do "bolsa aquática", podendo ser comparada ao espaço criado pelo o primeiro carro à frente dos outros em uma corrida. O doador pode criar uma imagem mental de que ele está abrindo um "canyon" através da água e levando seu parceiro ao longo das paredes dessa passagem.

O doador movimenta-se rapidamente e gera "correntes virtuais" nas quais o receptor navega. Essas correntes virtuais sustentarão a flutuação do receptor, constituindo um exemplo do "efeito prancha de surfe", enquanto a maior parte do corpo mantém-se livre para mover-se em ondas. A turbulência da água junto à superfície da pele contribui para a indução ao transe através de uma sobrecarga sensorial, e muito possivelmente, também limpa a aura, como quando ficamos em pé sob o chuveiro. Há também uma sensação de "seguir em frente", "avançar", deixando para trás o que já passou. As ondas e as espirais executadas enquanto estamos movimentando-nos para trás promovem uma descarga de energia, canalizada para os pés e então liberada através deles. As pernas tornam-se como uma barbatana ou uma cauda, transportando algumas pessoas a estados iniciais do nosso desenvolvimento.

No solo, nosso andar para a frente é sem dúvida melhor executado do que nosso andar para trás, mas na água ocorre exatamente o contrário. Andar para trás é visivelmente o modo mais fácil e mais rápido de movermos-nos. Por que será que isso acontece? Em primeiro lugar, porque nosso peso naturalmente cai para trás com menos esforça. Em segundo lugar, a parte posterior de nosso torso é mais hidrodinâmica do que a parte anterior, permitindo assim que a água passe pela parte posterior mais facilmente. Quando caminhamos para a frente, o movimento é liderado pela coxa, mas quando caminhamos para trás o calcanhar é a primeira parte do nosso corpo a abrir caminho pela água, a qual oferece, assim, uma resistência consideravelmente menor. Ao contrário do caminhar para frente na água, quando caminhamos para trás o pé permanece em total contato com o fundo da piscina por um período mais longo, e isto promove uma maior alavancagem. Consequentemente, o maior impulso para o andar é criado a partir do fundo da piscina.

O passo é uma metáfora de transição e incerteza. De um lugar familiar e de apoio, um passo nos leva ao desconhecido, onde é necessário restabelecer equilíbrio e segurança. As fases mais difíceis da vida são as de transição, e os passos apresentam o maior desafio nas mecânicas corporais para os alunos de Dança Curativa se tornarem mestres.

 

5) Desequilíbrio Criativo

Andar em terra firme pressupõe uma queda para frente em cima do pé que está recebendo o peso do corpo. Mover-se na água também inclui uma fase de perda de equilíbrio. Mesmo assim, na água não é o mesmo que no chão. É muito mais lento devido à viscosidade da água ao encontrar a massa dos corpos do terapeuta e seu cliente. Na água, um terapeuta pode curvar-se e cair para os lados e para trás, e ainda ter tempo de sobra para suavemente recobrar equilíbrio. Isso leva à uma nova lógica de movimento: queda em movimento lento e consciente, ou desequilíbrio criativo. Este é o modo de criar um movimento que exige menos esforço. O próprio peso do corpo do terapeuta gera movimento para o cliente. A queda começa com a cabeça no topo da coluna vertebral. Como ela vira na direção desejada, seu peso empurra "a pilha de bloqueios" com ela. Além disso, inclinando a cabeça para a direita ou para a esquerda ativará determinado reflexo o qual aumentará o tônus muscular da perna correspondente à inclinação da cabeça, preparando-a para suportar o peso adicional.

 

6) Você só tem que fazer metade do trabalho

A água faz com que o receptor flutue. Vencer o medo de deixar nosso parceiro afundar e conseguir confiar na água para auxiliar-nos constitui um dos estágios de desenvolvimento da técnica. Um praticante experiente não oferece mais sustentação do que é necessário: ele simplesmente permite que a água faça metade do trabalho de sustentação. A água e o praticante devem formar um equipe. O praticante deve ver-se como uma extensão da água, identificando-se com a água e adquirindo algumas de suas características. Deste modo, você precisará fazer somente metade do trabalho: ao receber um impulso, o corpo do receptor continuará esse movimento. Nosso papel ao oferecer o movimento inclui proporcionar ao parceiro o tempo e o espaço necessários para que ele continue o movimento livremente, com suas características próprias de leveza e ausência de peso. Isso significa que devemos manter nossa atenção focada no corpo do nosso parceiro, até mesmo fazer uma empatia e tentarmos sentir como se fôssemos o parceiro. Resumindo, deixe a água fazer metade do trabalho, deixe o corpo de seu parceiro fazer metade do movimento; em outras palavras: seja a água, seja o receptor.

 

7) Respiração

Através da respiração pela barriga, relaxando todo o corpo, alcança-se um estado de fluidez. É especialmente importante que a parte superior do corpo não fique rígida de tensão. Tensão na parte superior do corpo cristaliza a estrutura física, tornando-o pesado em cima, menos firme no chão e mais fácil de perder o equilíbrio. Expirar e afundar é uma forma de aliviar a tensão e manter contato com a entrega: a qualidade mais importante para um terapeuta. Isso é chamado "alcançar o ponto zero".

Surpreendentemente, a respiração não apenas relaxa e assenta, mas pode ser também uma fonte de movimento. A respiração, ao entrar num estado intuitivo, no qual não se precisa pensar, sincroniza-se com o movimento e torna-se realmente uma fonte de movimento.

Ueshiba Morihei, o fundador do Aikido, sempre ensinou o princípio que através da respiração ficamos em sintonia como outras pessoas e com o ambiente. Este princípio, "kokyu", ou Sopro da Vida, constitui o ritmo fundamental da vida que energiza e preenche o Universo. "Kokyu" pode ser igualmente alcançado em terapia aquática como no Aikido.

 

8) Ideocinese

A raiz grega dessa palavra significa "idéia" e "movimento". Ideocinese descreve o processo por meio do qual uma idéia é executada em movimento, sem que o doador tenha consciência dos meios. Ele precisa apenas ter uma imagem mental do movimento, e o sistema nervoso recruta todos os músculos corretos para executá-lo da maneira mais frugal. Uma outra forma de colocar esse princípio seria, "Através da visualização o movimento toma forma enquanto você faz A Dança Curativa".

 

9) Esquadrinhando

Anos atrás, eu aprendi uma maneira de checar e aperfeiçoar a mecânica do corpo com um dos meus professores de balé. Ela consiste em vagar mentalmente pelo corpo e monitorar o que está acontecendo. O motivo desse contínuo esquadrinhamento da cabeça aos pés é manter lugar, tempo, coordenação, respiração, corretos. É uma forma de reanimar e restabelecer reações musculares, como por exemplo, quando eles começam a se cansar. Extraordinariamente, com reforço suficiente, todas essas respostas se tornam uma segunda natureza, como andar, e requerem pouca manutenção.

Como A Dança Curativa é movimento com a mecânica de seu próprio corpo, a mesma técnica de esquadrinhamento pode ser usada, mas com um aperfeiçoamento: para receber a resposta, precisamos primeiro fazer a pergunta. É da natureza do universo dar resposta imediata a uma questão. Diversas modalidades de cura New Age trabalham com esse princípio. Na técnica Trager, por exemplo, nós nos perguntamos enquanto trabalhamos, "O que poderia ser mais leve? O que poderia ser mais livre?" Com uma mente inquisidora e curiosa, nossa atitude para com o cliente o induz a uma resposta num nível profundo. Isso funciona reflexivamente também, quando nos fazemos perguntas como, "Estou centrada na minha respiração?" "O meu corpo está confortável e flui?" "Estou presente sem me esforçar?"

Ter uma atitude questionadora produz resultados sem nenhuma ação consciente de sua parte. Eu ofereço esquadrinhamento à você como uma ferramenta. Se você decidir usá-la, pense como você vai fazê-lo na Dança Curativa. Pense na abordagem, como você quer relacionar-se com o cliente, como você deseja que seu corpo se sinta. Pergunte-se se isso está acontecendo.

 

10) Pegue a força do mais fundo que for possível

Ao se movimentar na água, uma cadeia de alavancas opera do fundo da piscina, sobe pelas pernas, quadris e torso, e vai para os braços. Cada parte do corpo tem uma função. Bailarinas fortalecem seus pés e pernas mais do que atletas ou dançarinos em qualquer outra forma de movimento. Isso liberta seus torsos e especialmente os braços para relaxarem e se expressarem. Se força e controle não estão presentes na parte inferior do corpo, os segmentos mais acima terão que trabalhar mais para compensar. Os bailarinos dão um empurrão para o chão para pular ou se movem lateralmente ou para manter equilíbrio. Praticantes de Tai Chi, for outro lado, caem com seu peso. Dependendo do quanto yang ou yin for um movimento, você estará em algum lugar entre esses dois pólos de "empurrar" e "cair". Para estimular o movimento das pernas e para aprender a utilizar a sua força por vezes, durante o aquecimento fazemos de conta que temos as pernas de um animal, tal como uma pantera ou até mesmo um dinossauro. Aumentando o seu sentido físico, imaginamos patas ao invés de dedos, contraindo os músculos e sentindo os tendões tensionados à medida que damos alguns passos e transferimos nosso peso com todo o vigor.

 

11) Dance

A última palavra da mecânica do corpo na água mostra além do que foi tocado até agora. Na dança, a técnica é aprendida para ser esquecida; numa apresentação os bailarinos se dão para a dança. "Apenas dance", diz o treinador para o bailarino no palco. Ele pode acrescentar: "Não pense, não se preocupe, apenas faça isto." Cada um de nós tem uma maneira bem pessoal de sentir e agir. Externamente nossa individualidade se expressa através de nosso movimento, minha forma de estar no mundo, minha dança. Talvez seja uma maneira de entrar dentro do Melhor Fluxo ou do Êxtase Universal. Seja o que for, esta dança tem a exatidão e o poder para isto. Ela nos expande e nos sintoniza com o nosso meio. A imagem em torno da dança é sem fim: "Dance com você mesmo, dance com o seu parceiro, dance com a água, dance na Luz, dance com os bloqueios, dance do fundo do seu coração", e assim vai. Resumindo, dance!

 
 
 

Gambes & Gambes Designer 2008