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"Ouvidos submersos estarão felizes no
universo aquático".
. Dois níveis da água
Em Watsu e A Dança Curativa, o nível da água sempre cobre
os ouvidos, mas mantém-se longe dos olhos, nariz e boca. Quando
a cabeça é sustentada por um dos lados, o nível da água pode
mais facilmente atingir o nariz, e por isso deve-se prestar
maior atenção.
Na Dança Aquática a situação é diferente: o nível da água
pode ser mais alto (até os cantos da boca e dos olhos) sem que
isso perturbe o receptor. Ele já está acostumado ao contato da
água com seu rosto desde antes das primeiras submersões. Além
disso, as narinas estão seguramente fechadas pelo clipe nasal, e
qualquer pequena quantidade de água que entrar pela boca pode
ser facilmente expelida.
Relaxe suas mãos e braços
Ao segurar a cabeça do parceiro em
suas mãos, certifique-se que as palmas e os dedos de suas mãos
estejam relaxados. Tente não senti-los. O peso deve
concentrar-se ao longo dos dedos, e não nas pontas. Doadores que
tenham braços finos ou músculos braçais bem desenvolvidos
precisam de um período de experimentação para encontrar a
posição de sustentação da cabeça mais confortável para seus
parceiros. Apesar de alguns praticantes fazerem brincadeiras
sobre o uso de cotoveleiras de borracha para amenizar a
sustentação da cabeça, eu não conheço ninguém que as use. Você
conhece alguém?
Não segure o pescoço!
Segurar o pescoço com suas mãos
pode causar hiper-extensão da junta atlanto-occipital (na
articulação do pescoco com a cabeça). Por isso, ofereça
sustentação acima dessa junta ou exatamente no occipício. Ao
sustentar a cabeça na palma de sua mão na posição de Flutuação
Livre, por exemplo, focalize a sustentação exatamente no meio do
occipício. Em outros movimentos, tal como Torção Joelho-Cabeça
ou o Pêndulo, nas quais a cabeça é virada para um dos lados, a
sustentação através da palma da mão deverá localizar-se um pouco
ao lado do centro da cabeça.
Evite movimentos bruscos
Imagine que seu parceiro esteja
dormindo e que você não deseje acordá-lo. Faça as transições
lentamente, posicionando a cabeça cuidadosamente, ao invés de
deixá-la tombar, de girá-la ou deslizá-la. A perda repentina de
sustentação na cabeça pode gerar reflexos auto-protetores
básicos, criando desconforto e induzindo à falta de confiança no
doador.
A sustentação da cabeça tem três funções distintas:
A primeira função é manter a cabeça
acima do nível da água; a segunda é tracionar o pescoço; e a
terceira é fazer a cabeça rolar de um lado para outro.
Dependendo do movimento, ao menos uma dessas funções – e por
vezes duas ou até as três funções – estarão sendo atendidas.
Movimentos da cabeça sem sustentação
Sob um aspecto negativo, a cabeça
afundar representa o risco do nariz ficar submerso; o receptor
deverá participar desse movimento, o que causará entorse do
pescoço. Mas um aspecto positivo é o fato desses movimentos
darem a sensação de liberdade. Um movimento sincronizado: mover
o corpo lateralmente, oferecer sustentação na base da coluna e
tracionar os braços para fora da água - auxiliará a manter a
cabeça na superfície.
Alguns segundos em uma transição ou
um entreato sem sustentação são geralmente aceitáveis. Um
receptor que tenha o pescoço curto e uma cabeça que flutue
facilmente pode sentir-se bem confortável durante algum tempo
sem sustentação; mas um receptor que tenha o pescoço longo e uma
cabeça que afunde com facilidade necessitará de sustentação e
tração constantes.
Rolando a cabeça na 1ª posição
Para rolar a cabeça para fora, role
a cabeça a partir da dobra do cotovelo para o antebraço. Para
rolá-la em sua direção, afunde na água, levante seu antebraço e
deixe a cabeça rolar para seu braço. Se você forçar o ombro para
baixo para rolar o tórax para fora, você deve imediatamente
mudar a posição de seu antebraço para fora, embaixo da bochecha
de seu parceiro, para que seu antebraço esteja na posição
correta quando a cabeça rolar para fora. A troca constante de
posição da cabeça geralmente previne desconforto ou entorse do
pescoço.
Tração horizontal da cabeça na 1ª posição
Para que o pescoço permaneça
confortável nesta posição, os ouvidos devem estar submersos.
Sustentação adicional da cabeça (levantando-a ligeiramente,
deixando os ouvidos para fora da água) causa entorse do pescoço.
Parceiros que apresentam pescoços longos e flexíveis precisam
recebem mais tração; alguns tipos de pescoço requerem atenção
constante. Minimize a flexão lateral ao tracionar a cabeça na
posição horizontal.
Tração vertical da cabeça na 1ª posição
Levante seu cotovelo para executar
uma tração simétrica à medida que você suspende o corpo a partir
da cabeça. Ao sentir um certo peso do corpo você saberá que a
tração está sendo executada. Certifique-se de não comprimir o
pescoço entre seu antebraço e braço; segure a crista occipital.
Seja cuidadoso ao voltar a cabeça à água, evitando submergir a
boca ou o queixo.
Mãos em concha sobre as orelhas
Ao tracionar a cabeça do parceiro
pela frente com ambas as suas mãos, sustente a base de cada
orelha com a eminência tenar, mantendo suas mãos em forma de
concha em volta das orelhas. Este procedimento evita puxões
involuntários nos lóbulos e nas cartilagens elásticas das
orelhas.
Colombo
Esta técnica é utilizada para
transferir a cabeça de um lado para o outro. Seu nome deve-se ao
explorador Cristóvão Colombo que navegou para o Ocidente para ir
para o Oriente. No Tango, incline a cabeça do parceiro com o seu
cotovelo em direção à sua outra mão de modo a poder segurá-la
com ambas as mãos. A seguir, após a tração da cabeça, incline-a
para a esquerda para soltar sua mão direita e abraçar o ombro
antes de receber a cabeça. Ao lembrar-se de Colombo, você jamais
precisará "deixar cair o Melão".
Direção do carro
Do mesmo modo que você segura a
direção de um carro nos lados opostos, segure a cabeça pelas
laterais para manter absoluto controle quando executar os
movimentos onde a cabeça será rolada. Em relação ao corpo, o
mesmo princípio é mantido, na maneira como os pares musculares
contra-laterais do esplênio estendem o áxis, atlas e os
mastóides opostos para a rotação da cabeça. Ao segurar o tórax
pelas laterais opostas, tal como nas posições onde lançamos o
corpo do parceiro para frente, fazemos sua cabeça rolar ou ainda
oferecemos sustentação, estaremos realizando o mesmo princípio.
Sustentação lateral à cabeça
Na Dança Curativa, a cabeça
muitas vezes recebe sustentação lateral. Esta é uma habilidade
que o praticante deve desenvolver. Acima de tudo, deve-se
prestar atenção ao nível da água (o qual pode também ser sentido
em seu braço). O fato de o pescoço arquear-se nestas posições
laterais não é tão problemático como quando o rosto está voltado
para cima. De todo modo, deve-se evitar a compressão das
vértebras cervicais, utilizando-se da tração para oferecer
sustentação.
Perna Inclinada
A terceira lei de Newton declara
que para cada ação há uma reação igual e oposta. Mesmo na água,
quando um corpo sobe, algo deve descer (afundar). Quando uma das
pernas for inclinada em um movimento, sinta a pressão do pescoço
sobre o seu cotovelo (lembre-se que sua visão está bloqueada,
você deverá sentir). A pressão aumenta à medida que você
aumenta a inclinação da perna em questão, mas você deve
permanecer estável no mesmo nível, contrabalançando a pressão e
não cedendo a ela – o que abaixaria a cabeça de seu parceiro na
água. Você pode também valer-se da sensação da água rodeando seu
braço para medir o nível da água.
Dicas para a Posição ‘Embaixo da Cabeça’
Sustente o occipício pela borda
superior do seu músculo trapézio (isto será mais fácil se você
tiver ombros largos). Afunde na água para que a cabeça de seu
parceiro fique livre para entregar-se às ondas que são geradas
pela parte inferior do corpo.
Olhe para os lados para verificar o
alinhamento do pescoço. Deve-se evitar a hiper-extensão e
flexões laterais prolongadas. Deslize a cabeça do parceiro para
seu peito quando ambos os joelhos estiverem dobrados em direção
a seu peito e as costas de seu parceiro estiverem arqueadas.
Os ‘Chifres do Touro’
Esta é uma posição da mão do praticante onde o polegar e o dedo
indicador são utilizados em El Matador e no Vórtice. Flexionando
ligeiramente seu pulso, você poderá alongar o pescoço do
parceiro até mesmo em posições onde ele estiver arqueado. Quando
a cabeça estiver pendendo para as laterais, haverá uma tendência
menor ao desconforto do que em posições onde o rosto estiver
voltado para cima. Tenha o cuidado necessário para não exercer
muita pressão sobre o couro cabeludo do parceiro com as pontas
dos seus dedos.
Posição ‘Lançamento de Peso’
Como na posição "Chifres do Touro",
seu polegar deverá estar próximo a você e os outros dedos na
parte da cabeça do parceiro que está voltada para fora. Segure o
occipício com a palma de sua mão e posicione a bochecha de seu
parceiro junto à sua, tal como um atleta lançador de pesos faria
com o peso.

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