h
 
Terapias
 
 
 

panozon

 

 

 

A Historia da Hidrocinesioterapia. (CAMPION, 2000). A hidrocinesioterapia, como uma modalidade de reabilitação, possui uma longa historia e é tão importante atualmente quanto foi no passado.


 
 
hidroterapia história  

Hoje, com o crescimento da popularidade da hidroterapia, os fisioterapeutas são encorajados a utilizar a água, aproveitando ao máximo suas qualidade únicas. É necessário aprender as técnicas e explorar e desenvolver novas ideais.(

CAMPION, 2000).A palavra hidroterapia deriva das palavras gregas hydor (água) e therapeia (cura) (duffield, 1976, p.1). A hidroterapia é tão antiga quanto a historia da humanidade (Finnerty e Corbitt, 1960, p.1) e informações sobre as atividades aquáticas tem sido documentado tanto propósito recreacionais quanto terapêutico apesar do fato de sua popularidade ter oscilado durante as épocas. Uma autoridade (Behrend, 1960) acredita que o uso da hidroterapia se iniciou antes de todas as outras modalidades utilizadas pela fisiatria.

O passado nos mostra que muitas formas de tratamento, anteriormente utilizadas com entusiasmo, há muito vem sendo abandonadas enquanto a hidroterapia continuou, mesmo com fundamento lógico sendo em grande parte empírico. Mas o quadro está mudando.

 

Novos conhecimentos a respeito da fisiologia da hidroterapia e novas técnicas utilizando os padrões de movimentos adaptados à água e exercícios aquáticos mais específicos estão assegurando a aceitação crescente da hidroterapia como um meio de reabilitação com seus próprios méritos. Na opinião do autor, esse fato deve se considerando como correto. Entrar na água – um dos dois ambientes disponíveis para o ser humano – é uma experiência única. Nela o corpo esta simultaneamente sob a ação de duas forças – gravidade (ou impulso para baixo) e empuxo (impulso para cima) – que fornecem a possibilidade de exercícios tridimensionais, que não são possíveis no ar, e permitem a ocorrência de atividade de movimento sem a sustentação de peso, antes mesmo que elas sejam possíveis no solo.

 

Em decorrência da melhor aceitação das vantagens das atividades na água, o numero de recursos esta aumentando, e os fisioterapeutas estão se tornando mais interessados e habilidosos na aplicação das técnicas e também mais cientes dos benefícios da natação como um complemento do condicionamento e da performance.

O termo hidroterapia nasceu do grego: hidor = água; therapia = cura. Embora não haja nitidez de quando a água foi utilizada pela primeira vez com finalidades terapêuticas, há indícios que os orientais iniciaram esta prática em aproximadamente 2400 anos a.C. Sabe-se que Hipócrates (460 - 375 a.C.) empregava água quente e fria (banhos de contraste) no tratamento de doenças. No Ocidente, os romanos utilizaram a água amplamente com fins terapêuticos e recreacionais. Eles dispunham de balneários ou termas, onde eram empregados quatro tipos de banho, sob diferentes temperaturas: o frigidarium, o tepidarium, caldarium e o sudatorium (SKINNER e THOMSON, 1985).

A Europa foi precursora quanto à busca científica acerca dos efeitos terapêuticos da água. A primeira publicação sobre os efeitos de banhos terapêuticos foi assinada pelo médico inglês John Flayer, em 1697. Daí em diante, outros profissionais dedicaram sua atenção aos efeitos e indicações da hidroterapia, dentre os quais destacou-se um camponês da Silésia, o qual estabeleceu um centro para utilização de água e exercícios físicos. Ele estimulou consideravelmente o pensamento de profissionais da área médica no continente europeu (SKINNER e THOMSON, 1985). A América só despertou seu interesse pelas atividades terapêuticas pela água no início deste século. O primeiro centro desta natureza foi aberto em Boston, nos EUA, em 1903.

A hidrocinesioterapia tem crescido cientificamente principalmente nas últimas décadas. O número de publicações internacionais em revistas especializadas tem aumentado muito e a origem das pesquisas varia entre diversos países do mundo, embora a grande maioria dos autores ainda seja composta de americanos e européia. Dentre os estados do Brasil que se destacam no trabalho de hidrocinesioterapia, podem ser citados São Paulo, Paraná e o Rio Grande do Sul. Há algumas clínicas especializadas em hidrocinesioterapia nas grandes cidades do País inteiro, enquanto o interior de alguns estados ainda seja carente de piscinas terapêuticas e pessoal especializado.

 

Antecedentes Históricos

 

A historia da hidroterapia como uma modalidade utilizada na fisiatria data de milhares de anos. Não se sabe em que momento a hidroterapia foi primeiramente utilizada de maneira terapêutica, porem registros datando de 2400 a.C., sugerem que a cultura proto-indiana usava instalações higiênicas e que os antigos egípcios, assírios e muçulmanos faziam uso das fontes minerais para propósitos curativos. Os hindus, em 1500 a.C., em –pregavam a água para combater a febre.

A maioria dos povos antigos respeitava ou cultuavam as águas correntes, especialmente as fontes de águas puras. Os médicos japoneses, assim como os chineses, gregos e romanos faziam uso dos banhos bem antes da vinda de Cristo. O Homem sugeriu o uso de banhos quentes para a redução da fadiga, para a promoção da cicatrização das feridas e para o combate da depressão e da melancolia.

Os gregos estavam entre os primeiros a apreciar o relacionamento entre o bem-estar físico e mental. Eles desenvolveram centros próximos a nascentes e rios, utilizando-os para banhos e recreações. Por volta de 500 a.C., ocorreu a transição do misticismo e culto para o tratamento físico. Os romanos, com suas habilidade de construção desenvolveram e expandiram o sistema grego de atletismo seguido por um mergulho frio; produziram uma serie de banhos que variam do caldarium por meio do tepidarium ate i frigidarium. Os banhos eram centros onde se realiza a atividade intelectual, recreacionais e de saúde e higiene.

Por volta de 330 d.C. alguns desses banhos passaram a ser usado somente com o propósito de cura e o tratamento era indicado em primeiro lugar para os sintomas de doenças reumáticas, paralisia e efeitos posteriores a lesões. As queimaduras eram tratadas em banhos prolongados. Com declínio do Império Romano, houve uma queda no uso dos banhos. Os padrões de higiene e moral foram diminuídos. Assim, os antigos cristões baniram o uso dos banhos públicos, e a igreja da Idade Média proibiu o uso das forças físicas, tais como a água, associando-o ao paganismo. A supressão da hidroterapia no Ocidente foi sustentada mais ou menos durante toda a época medieval, mas por volta dos séculos XV, XVI e XVII, o uso da água com propósito de cura adquiriu algum reconhecimento por parte dos médicos europeus.

 

Os pioneiros da hidrocinesioterapia foram Sir John Floyer, que escreveu um tratado em 1697: “Um inquérito sobre a utilização correta e o abuso dos banhos quentes, frios e temperados”; John Wesley, o fundador do Metodismo, que publicou um livro de hidroterapia em 1747, um trabalho sobre o uso do frio no tratamento da varíola. Entretanto, os clínicos acadêmicos estavam ocupados essencialmente em diagnosticar as doenças e trabalhar nas enfermarias e salas de dissecação. A terapia natural raramente era levada em consideração. Um pastor silesiano, Vincent Pressnitz, tinha à disposição tempo e água suficientes. Ele transformou um ambiente florestal em um lugar de banhos externos e colocaram seus pacientes em programas de tratamento que incluíam duchas frias, massagem e cortes de lenha. Os médicos viram seu sucesso com preocupação e tentaram colocar um ponto final nessa prática. Durante esse período, Sebastian Kniepp, um padre bávaro, tornou-se bem conhecido por suas curas aquáticas. Na América, o Dr. Joel Shaw desenvolveu uma cura aquática mais sistemática no seu estabelecimento em Nova York. O professor Winterwitz de Viena dedicou sua vida ao estudo científico da prática hídrica e deu uma base de sustentação precisa para a hidroterapia moderna.

 

Os avanços no uso da água continuaram na Europa, mas a América ficou para trás durante o século XIX. Entretanto, os banhos quentes gradualmente ganharam popularidade e passaram a ser tomado em decúbito e também utilizado em tratamentos cirúrgicos, neurológicos e psiquiátricos Dr. Simom Baruch, que trabalhou com o professor Winterwitz, expandiu o uso da hidroterapia por meio de seu trabalho que girava em torno do fato de que o calor e o frio eram transportados para o sistema nervoso central pelos nervos cutâneos e, dessa forma, se refletiam nas vias motoras. A hidroginástica ou os exercícios aquáticos só começou a ser sistematicamente desenvolvido após a construção do primeiro tanque de Hubbard na década de 1920.

As duas guerras mundiais, especialmente a Segunda, salientaram a necessidade do uso da água para os exercícios e a manutenção do condicionamento e agiram como precursoras para o ressurgimento atual do uso da piscina de hidroterapia e a utilização da imersão total como uma forma de reabilitação para uma ampla faixa de doenças (Harris, 1963).

 

Atualmente, a popularidade e o valor crescente da hidroterapia parecem ser salientados por um aumento da pesquisa em muitos aspectos diferentes da água, como o estudo da fisiologia dos exercícios aquáticos, e assim por diante. O reconhecimento dos tratamentos para os quais as características e propriedades da água podem ser utilizadas para criar técnicas que acentuem a atividade aquática como uma parte integral de todo tratamento físico e psicológico e das condições variadas de muitos irá assegurar o lugar da hidroterapia para a reabilitação total.

Ester Nascimentos dos Santos

Vanessa Freitas da Silva

 

 "A terapia pela água é tão antiga quanto o homem e é uma ironia que uma terapia tão eficaz e natural tenha que ser redescoberta a cada era".

Dian Dincin.
Veja também.
 
Locais de atendimento:
Atendimento em Instituições e Associações:
Hidroterapia em Grupo:
Hidroterapia em Recem nascidos:
Hidrocinesioterapia:
História da Hidroterapia
Informações aos profissionais:
Perguntas e Respostas

 
 
t
yahho
sl face
ok
yuo
skype
1
1
contato  

 
 

 

 

1

 
 

Aquanews 2001 - 2009 - AquaBrasil - Prazer de esta na água.