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A
Fisioterapia Aquática destaca-se a cada dia devido
aos resultados que podem ser mensurados em pesquisas científicas e
ao alto grau técnico que os profissionais reabilitadores brasileiros
atingiram.
Cresce também devido ao atual baixo custo de se
construir piscinas e a tecnologia de aquecimento, assim como o
hábito dos brasileiros de se relacionarem bem com a água usando-a em
atividades lúdicas, esportivas e de lazer.
Na
Fisioterapia Aquática existem técnicas ortodoxas de tratamento como o
Bad
Ragaz e o
Halliwick, mas também conta com um arsenal de novas
técnicas e trabalhos corporais aquáticos que a cada dia ganha mais
exaltação pela
mídia devido a plasticidade harmonia e qualidade de vida que
propicia aos praticantes.
Hoje
os termos usados para hidroterapia são diversos, podendo ser
reconhecida como, fisioterapia aquática, hidrocinesioterapia,
piscina terapêutica, aquaterapia e outras. O crescimento parece ter
sido maior que a assimilação das mudanças.
No
Brasil aconteceu em Abril de 2007 o primeiro
Congresso
Brasileiro de Hidroterapia (Fisioterapia Aquática) que teve como um dos objetivos a resolução
do termo ideal para nomear esta atividade.
A
cada dia o reconhecimento da Fisioterapia Aquática é maior por parte da
classe médica e a conduta de prescrever sessões com intuito
exclusivo de reabilitação cresce paralelamente ao reconhecimento dos
pacientes .Isto se dá pelo fato de na hidroterapia o profissional
poder dar atenção apenas a um paciente de cada vez, o que não
acontece nas sessões comuns de fisioterapia que são prescritas por
médicos, especialmente de convênios médicos que pagam valores muito
baixo ao profissional ou ao estabelecimento e estes são obrigados a
atender muitos pacientes ao mesmo tempo em solo, o que não acontece
com a Fisioterapia Aquática comummente, em instituições que visam qualidade em primeiro
plano.apesar de existirem
Fisioterapia Aquática em Grupo.
A
Fisioterapia Aquática pode ser usada em casos:
Utilizar
piscinas de água quente com finalidade de
reabilitação vem de muito tempo atrás na
história. Acredita-se que os Egípcios usaram os
banhos com finalidade terapêutica na história ao
redor de 2000 AC. O banho mineral ou spa existe a
muito tempo em Merano, Itália. Onde existem as
evidências do uso organizado das fontes desde 5000
anos atrás.
A hidroterapia foi desenvolvendo-se até
a atualidade e hoje apresenta um nível técnico de
desenvolvimento comparado a grandes técnicas de cura
e reabilitação.
Hoje
a hidroterapia é voltada quase exclusivamente a
piscina terapêutica sendo o sinônimo da modalidade.
Apesar de podermos considerar até mesmo uma
compressa de água quente tecnicamente como uma forma
de hidroterapia, já que a tradução da palavra é a
cura pela água, que tentaremos nos ater a parte que
nos interessa informar.
Na Modalidade da hidroterapia
- Piscina Terapêutica. Um dos fatores
determinantes para o crescimento e elevação do nível
técnico, foi a redução dos custos des construção de piscinas e a busca
pelos fisioterapeutas de eficiência
e eficácia no atendimento de seus pacientes.
No
Brasil, no início desta modalidade de terapia, a
fisioterapia levava a forma convencional de
tratamento no solo para a água, utilizando os
princípios físicos da água. Apesar de se ter
resultados, o trabalho poderia não ser totalmente
eficaz.
Quando as técnicas existentes
no exterior foram introduzidas aos poucos, como
aconteceu com o halliwick e posteriormente o Bad
Ragaz. Em seguida com o Watsu que
pode ser considerado uma forma de hidroterapia mas
trata-se na verdade, segundo seu criador, Harold
Dull, um Trabalho Corporal Aquático.
Hoje temos
diversas formas de trabalhos que podem ser
considerados Hidroterapia e ou Terapias Corporais
Aquáticas.
Efeitos Fisiológicos
São
semelhantes aos produzidos por qualquer outra forma
de calor, porem são menos localizados.
Eles
são os resultados normais do exercício executado e
variam de acordo com a temperatura da água, a
pressão da água, a duração do tratamento e a
intensidade dos exercícios. Mas e importante lembrar
que as reações fisiológicas normais podem ser
modificadas pelas condições patológicas de cada
paciente.
De uma
forma geral, vários autores citam os efeitos
benéficos sobre os sistemas do corpo humano, assim
como suas vantagens e objetivos.
Sistema termorregulador.
Estando
a água a uma temperatura aumentada(em torno de 33 a
36,5 ºC) haverá dilatação dos vasos sanguíneos,
aumento do suprimento sanguíneos periférico e
elevação da temperatura muscular, levando ao aumento
do metabolismo da pele e músculos e,
conseqüentemente, aumento do metabolismo geral e da
freqüência respiratória. Haverá também uma atividade
aumentada das glândulas sudoríparas e sebáceas a
medida que a temperatura da pele se eleva.
Sistema cardiorespiratorio.
Se
utilizada de uma forma adequada, a HT promovera
melhora das condições cardiorespiratoria. De um modo
geral, haverá:
- melhora
da capacidade aeróbica;
- melhora
nas trocas gasosas;
-
reeducação respiratória;
- aumento
no consumo de energia;
- auxilio
no retorno venoso;
- melhora
na irrigação resultando na estabilidade da pressão
arterial e no retardo do aparecimento de varizes.
Ao
entrar na piscina, os vasos cutâneos se constringem
momentaneamente, causando aumento da resistência
periférica e aumento momentâneo da pressão arterial.
Mas durante a imersão as arteríolas dilatam-se
ocorrendo uma diminuição da resistência periférica,
e por essa razão uma queda de PA. Logo, quanto maior
a temperatura da água, menor deve ser o tempo de
exposição.
Deve-se
chamar a atenção do estresse que o uso da água morna
para reabilitação, os exercícios terapêuticos e o
treinamento causam no sistema cardiovascular. A água
numa temperatura de 34ºC estimula a circulação
arterial periférica que melhora ainda mais durante
os exercícios terapêuticos ativos. O estresso
exercido no sistema circulatório e no coração e
consideravelmente maior na água do que quando os
exercícios terapêuticos são realizados fora dela.
Alem disso, a PH exercida sobre o tórax e o estomago
força o coração a trabalhar mais forte, devendo-se
tomar cuidado com pessoas susceptíveis a ataques
cardíacos. Em geral, o tratamento nestes casos não
deve ultrapassar 20 minutos.
Sistema nervoso
O calor
relativamente brando da água reduz a sensibilidade
das terminações nervosas sensitivas e, á medida que
os músculos são aquecidos pelo sangue que os
atravessa, seu tônus diminui levando ao relaxamento
muscular.
Sistema renal
Com a
variação da PH e da profundidade na qual o corpo
está imerso há aumento dos fluidos corporais levando
ao aumento da diurese profunda. Isto porque o sangue
ao ser mais bem distribuído melhora a circulação
venosa e, conseqüentemente, a resposta renal e o
estimulo ao processo de micção, devendo-se ter
cuidado com pacientes com incontinência.
Sistema imunológico.
Alguns
autores mostraram estudos provando que a intensa e
prolongada aplicação de calor úmido penetra ate 3,4
cm, atingindo inclusive camadas superficiais de
músculos e promovendo também aumento no numero de
leucócitos (células de defesa), formando um quadro
geral do paciente mais saudável.
Há
também melhora das condições tróficas da pele.
Sistema músculo-esqueletico.
O calor
da água aquecida reduz o espasmo muscular e as
dores, promove aos músculos e articulações um
aquecimento continuo durante todo o tratamento e os
músculos fadigam-se menos rapidamente.
Os
exercícios terapêuticos podem começar nas primeiras
fases do tratamento, de modo que os músculos possam
ser relaxados e o metabolismo estimulado.
Ainda
se tem como vantagens:
- trabalho
equilibrado dos músculos, pois trabalha a
resistência e a força muscular.
- performance
global; trabalho de agonista e antagonista
igualmente;
- alivio
de dores na coluna vertebral;
- recuperação
de lesões;
- condicionamento
ou treinamento físico;
- auxilio
no alongamento muscular;
- aumento
ou manutenção da ADM.
Após
imersão.
Ao sair
da piscina inicia-se o mecanismo de perda de calor e
a temperatura retorna ao normal devido
principalmente a considerável atividade das
glândulas sudoríparas. Após um período de repouso o
paciente continuara a perder calor, a partir das
glândulas sudoríparas e dos vasos da superfície.
Enquanto o paciente esta repousando a FC, FR, a taxa
metabólica e a distribuição do sangue retornam ao
normal. Enquanto as arteríolas periféricas
permanecem dilatadas a RP permanece baixa e a PA
também ficara baixa, porem, isto retorna ao normal
quando os vasos se constringirem durante o período
de repouso.
Efeitos terapêuticos
Motor
A
imersão em água aquecida tem efeitos positivos na
dor, edema, espasmo muscular, articulações e marcha,
já que a imersão diminui o edema, relaxa músculos e
articulações, exige mínimo esforço para pequenas
contrações e/ou movimentos articulares, alem de
auxiliar a marcha por não precisar de aparelhos
ortopédicos.
Outros
efeitos motores são:
- postura
em flexão pela diminuição da ação da musculatura
antigravitacionaria;
- diminuição
do tônus, diminuindo as aferências fusais;
- facilitação
da ação da musculatura fraca e dos músculos que não
vencem a forca da gravidade;
- fortalecimento
dos músculos desenvolvimento de sua forca e
resistência;
- reeducação
de músculos paralisados;
- manutenção
ou aumento das ADMs, direta ou indiretamente;
- facilitação
do ortostatismo e da marcha;
- facilitação
do manuseio do paciente em varias posições;
- melhora
da flexibilidade;
- trabalho
da coordenação motora global, da agilidade e do
ritmo.
Sensorial
Os
efeitos da HT sobre o sistema sensorial são:
- estimula
o equilíbrio, a noção de esquema corporal, a
propriocepçao e a noção espacial, já que a água e um
meio instável, levando a constante desequilíbrio,e
muito estimulo.
- Facilita
as reações de endireitamento e equilíbrio, visto que
não existem pontos de apoio e o paciente e obrigado
a promover alterações posturais. É a ação da
flutuação e turbulência.
- Diminuição
dos estímulos proprioceptivos à medida que aumenta a
profundidade, diminuindo a descarga de peso.
Preventivo
Previne
deformidades, atrofias e piora do quadro do
paciente. Além de haver diminuição do impacto e
descarga de peso sobre as articulações.
Psicológico
Um dos grandes valores
da HT e o psicológico. Mesmo o menor dos movimentos voluntários(não
possíveis fora da água) ajuda o paciente a reter a “imagem corporal”
do movimento. Deste modo, há um reforço do moral do paciente e ele
se sente melhor por não necessitar dos aparatos ortopédicos usados
em solo e pela facilidade dos movimentos, proporcionando confiança
para alcançar máxima independência funcional.
De uma maneira geral,
há outras vantagens psicológicas:
- atividade
realizada em ambiente relaxante;
- proporciona
bem-estar físico e mental;
- atividade
que atrai pessoas com diversos problemas;
- ausência
do desconforto da transpiração;
- maior
retenção;
- descontração;
-
prazer;
- faz
bem ao ego das pessoas sentirem-se ativas e confiantes;
- proporciona
bem-estar, integração e sociabilização;
- estimula
autoconfiança;
- diminui
a ansiedade;
- proporciona aprendizagem
de novas habilidades;
- promove melhor
conhecimento do corpo e de suas limitações;
- promove aparência
mais jovial e descontraída.
Os efeitos terapêuticos
do exercício na água são: alivio da dor e espasmo muscular;
relaxamento; manutenção ou aumento da amplitude de movimentação das
articulações; reeducação dos músculos paralisados; fortalecimento
dos músculos e desenvolvimento de sua força e resistência; melhora
das atividades funcionais da marcha; aumento da circulação e
condição da pele; melhora do psicológico do paciente.
O calor da água na qual
o paciente esta imerso ajuda a aliviar a dor, reduzir o espasmo
muscular e induzir ao relaxamento. A medida que a dor é aliviada, o
paciente é capaz de mover-se com maior conforto e amplitude de
movimentação das articulações aumenta. Como o calor da água também
dilata os vasos superficiais e aumenta o suprimento sanguíneo à
pele, a condição da pele melhora, particularmente nos pacientes com
má circulação periférica. A medida que o sangue quente atinge os
músculos subjacentes e sua temperatura se eleva, eles se contraem
mais facilmente com função melhorada. A vantagem da piscina é que o
calor é mantido durante todo o tempo do exercício, e os músculos se
tornam fatigados menos rapidamente, embora a fadiga geral possa ser
maior.
A flutuação da água
suporta o corpo e contrabalança em grande parte o efeito da
gravidade. Esse suporte ajuda a induzir relaxamento e aliviar a dor.
Combinadas com efeito do calor, a flutuação habilita a se alcançar
maior amplitude de movimentação. Um paciente pesado, difícil de se
mover em terra, pode ser movido mais facilmente e com menos
desconforto na piscina.
Cada variação do
exercício pode ser modificada com o uso de flutuadores, pela
alteração do comprimento do braço de alavanca do peso da parte que
esta sendo movimentada, pela modificação da velocidade de movimento
e pela criação de turbulência. A medida que a força muscular
aumenta, os exercícios podem ser progredidos de modo a que uma
resposta máxima seja obtida dos músculos.
O tratamento na
piscina, mais tarde nesse dia ou na manhã seguinte, o paciente pode
sentir mais rigidez nas articulações tratadas, mas isto geralmente
desaparece durante as atividades normais. Se as articulares
continuarem a doer, isto podendo ocorrer com as articulações
reumatóides ou articulações mobilizadas após a cirurgia, o
tratamento foi demasiado vigoroso e requer modificação.
Principais diferenças ente o ar e a água.
1 Falta de peso
(empuxo)
2. Maior pressão
(pressão hidrostática)
3. Resistência aos
movimentos (arrasto)
4. Maior troca de calor
(condução)
5. Diferentes
propriedades físicas
Benefícios da Hidroterapia
· Promove o relaxamento
muscular.
· Abolir ou diminuir
espasmos musculares.
· Aumenta o limiar de
excitação nervosa, diminuindo a dor.
· Facilita o movimento
articular melhorando a ADM
· Aumenta a circulação
periférica.
· Redução de edema.
· Fortalecimento
muscular.
· Melhora a musculatura
respiratória.
· Reduz a atuação da
forca gravitacional.
· Melhora a
autoconfiança do paciente {efeito psicológico}
· Facilita a marcha.
· Melhora dos
distúrbios do sono.
· Melhora a ansiedade e
o stress.
· Permite realizar a
cinésio precocemente em pos-cirúrgicos.
· Permite realizar a
cinésio em comprometimentos musculares com graduação de força
Efeitos
terapêuticos da imersão
- Diminuição
da descarga de peso (decoapitação articular)
- Postura
em flexão (musculatura antigravitacionária).
- Diminuição
dos estímulos proprioceptivos (>profundidade e < descarga de peso).
- Diminuição
do tônus (- diminui estímulos dos sistemas facilitadores dos
músculos extensores).
- diminuição
das aferências fusais
- Estimula
as vias cerebelares e vestibulares (equilíbrio) devido a atuação das
duas forças (empuxo e peso) com a ação de rotações.
- Facilita
a ação da musculatura fraca (que não vencem a força gravitacional).
- Favorece
o aumento das ADMs direta e indiretamente.
- direta:
pela diminuição da descarga de peso interarticular
- indireta:
pela diminuição do tônus e da dor.
- Facilita:
- ortostatismo / marcha (diminuição de peso)
- Facilita
o manuseio do paciente em várias posições
- Facilita
o relaxamento
Tônus muscular
Os músculos mantêm-se normalmente em um
estado de contração parcial, o tônus muscular, que é causado pela
estimulação nervosa, e é um processo inconsciente que mantém os
músculos preparados para entrar em ação. Quando o nervo que estimula
um músculo é cortado, este perde tônus e se torna flácido. Estados
de tensão emocional podem aumentar o tônus muscular, causando a
sensação física de tensão muscular. Nesta condição, gasta mais
energia que o normal e isso causa a fadiga..
Tônus
Segundo Garnier &
Delamare (1984), tônus ou tonacidade é "estado particular de tensão
permanente e involuntária dos tecidos vivos,e especialmente do
tecido muscular, sob a dependência do sistema nervoso central e
periférico", e ainda "estado permanente de atividade fundamental dos
músculos lisos e estriados e de certos centros nervosos".
Quanto ao tônus,
afirma-se também que o músculo normal, quando em repouso e relaxado,
apresenta alguma resistência, alguma tensão que lhe são próprias.
Tem como qualidades básicas ser involuntário, permanente, variável e
de origem reflexa. O tônus muscular é o responsável pela manutenção
da postura estática e dinâmica. Na verdade, não pode haver a não
diferenciação entre postura estática e dinâmica, sendo uma apenas a
variação da outra.
Bobath já afirmava que
"A moderna neurofisiologia orienta-se firmemente para o conceito de
que a postura e o movimento interagem de tal maneira que não podem
ser separados". De fato, nenhum movimento pode ser considerado
normal e atingir o objetivo de sua intenção se não houver perfeita
relação de modificação do tônus entre os músculos sinergistas,
agonistas e antagonistas. Infelizmente, ainda não podemos explicar,
com certeza absoluta, as diferentes modificações do tônus quando há
alteração, apesar de o tônus muscular normal estar na dependência da
integridade das vias aferentes e eferentes, receptores e efetores,
dos centros encefálicos superiores integradores e coordenadores.
Definida a paralisia
cerebral como o "resultado de uma lesão ou mau desenvolvimento do
cérebro, de caráter não-progressivo e existente desde a infância
...", segue-se necessariamente a perturbação de centros responsáveis
pela manutenção de um tônus postural normal e, em conseqüência, a
alteração do mecanismo postural e da realização de movimentos, sejam
eles reflexos , involuntários ou voluntários. Ou seja, alteração do
desenvolvimento neuromotor.
Hipertonia
Pode se manifestar
clinicamente de forma espástica ou plástica.
A forma espástica
caracteriza-se por exagerada resposta dos reflexos miotáticos e por
aumento da resistência muscular ao estiramento. A hiperatividade do
motoneurônios g dinâmicos faz com que respostas graduadas sejam
perdidas e mínimos estiramentos provoquem resposta máxima. Um sinal
comum observado nestes casos é o sinal do canivete, onde a distensão
passiva de um músculo encontra grande resistência se opondo ao
estiramento. No entanto, se a distensão prosseguir, uma inibição
brusca desta oposição é observada e o músculo espástico pode ser
distendido sem qualquer resistência. Este sinal ocorre devido ao
aumento do comprimento do músculo e à inabilidade dos órgãos
neurotendíneos em sustentar a inibição dos motoneurônios durante a
tensão.
A forma plástica é
observada em algumas síndromes extrapiramidais, sendo típica da
Doença de Parkinson. A rigidez parkinsoniana se caracteriza por
nítido predomínio dos músculos flexores, num processo de disfunção
da coativação a-g. Um sinal frequente na espasticidade plástica é o
sinal da roda denteada, onde durante o estiramento lento de um
músculo observa-se uma resistência crescente que bruscamente cessa
para logo começar novamente. Esta resistência parece mais
relacionada ao órgão tendíneo, uma vez que a tensão do músculo é o
determinante da resistência e não seu comprimento.
Hipotonia
Em lesões de nervos
periféricos e em certas lesões do SNC, notadamente a nível de
neocerebelo e neostriato. Esta hipotonia é devida à diminuição da
atividade dos motoneurônios g e a resposta hipotônica é máxima num
estiramento é feito rapidamente.
Adaptação do tônus
São vários os fatores
identificados em pacientes imersos, que afetam as alterações do
tônus. Na água, a gravidade que age no corpo do paciente, é mínima,
pois o empuxo é igual ao peso do corpo da água deslocado. Em solo, o
tônus é atraído à medida que o corpo levanta – se contra a
gravidade.
A flutuabilidade também
é um fator que tende a diminuir o tônus, pois esta sendo utilizada
como auxilio, os movimentos se tornarão mais fáceis, e desta forma o
recrutamento do tônus estará diminuído.
O SNC controla a
distribuição do tônus de maneira econômica, ou seja, produz a
redução quando este não é exigido pelo meio ambiente (exemplo: uma
pessoa deitada possui o tônus muscular menor do que quando está em
pé).
Pacientes com tônus
mais baixo precisa de estímulos para aumentá-lo, e isto é alcançado
em caminhadas aquáticas com água até o nível da cintura, onde a
gravidade terá grande impacto. Propriedades de turbulência e
resistência também podem ser utilizados para recrutar mais tônus em
um paciente com tônus mais baixo. Caso estas propriedades forem
utilizadas em pacientes com tônus alto, a qualidade de movimento irá
à anormalidade.
O calor, o qual afeta o
tônus, leva ao alongamento dos tecidos moles e ajuda na prevenção
das contraturas devido aos padrões estereotipados e aos movimentos
limitados.
Os efeitos psicológicos
da diversão e o relaxamento por um lado, e o medo e a apreensão pó
outro, também afetam o tônus muscular.
Alterações do tônus indesejadas
As causas das
alterações do tônus indesejadas são muitas. O paciente pode
apresentar – se tenso e apreensivo pelo motivo do ambiente da
piscina ser estranho e barulhento, e ainda por algum esforço no
momento da troca de roupa e possíveis variações de temperatura. Na
água o motivo para a tensão seria a falta de estabilidade e reações
desconhecidas, podendo levar a uma anormalidade do tônus. Ainda o
mau manuseio também leva a um tônus aumentado.
O ajuste mental do
paciente antes de entrar na água e no momento em que estiver na água
pode aliviar a ansiedade e ajudar a evitar um aumento no tônus. O
paciente deve ter um tempo para se acostumar com a água, em segundo
lugar, é importante não reagir a nenhuma ansiedade e tensão
segurando o paciente muito próximo ou fornecendo bóias e por ultimo,
deve – se evitar a superestimulação do paciente.
Conclusão
Objetivando um
tratamento hidroterápico eficiente e necessário, antes de iniciá-lo,
conhecer as bases da água para, então, montar o programa. Os
exercícios devem se basear nestas propriedades e nas varias formas
de graduação possíveis, podendo tanto facilitar estes exercícios
quanto dificulta-los.
Portanto, o
fisioterapeuta que deseja trabalhar com HT deve ter bem claro os
efeitos básicos que a água pode provocar no paciente e, a partir
daí, estudando cada caso e de posse das técnicas de tratamento em
piscina terapêutica, poderá desenvolver o protocolo de tratamento
mais adequado.
O efeito reduzido da
gravidade desvia sangue e liquido de MMII para o tórax
A imersão do corpo em
diferentes níveis altera a FC em virtude de mudanças no retorno
venoso.
A imersão em água fria
provoca bradicardia, vasoconstriçao periférica e desvio do sangue
para áreas vitais, chamado reflexo de mergulho, o qual também ocorre
também com imersão da face, ou imersão do corpo com a cabeça de
fora. Apenas cobrir a face de um paciente com toalha úmida e fria,
leva a bradicardia.
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