Principal
Principal
Cursos
Loja
Quem Somos
Fotos
Relatos
Contato
Aquadinamic
Aquahealing
Aqualana
Aquamassage
Aquatic Being
Aquawellness
Bad Ragaz
Dolfing healing
Drenagem Linf. Aquática
Feldenkrais Aquático
Fisioterapia Aquática
Fluir Hidro
Halliwick
Healing Dance
Hidrocinesioterapia
Hidrofluagem
Hidroterapia
Hidroterapia em Grupo
Hidroterapia Animal
Hidrot. Recém Nascido
Jahara
Psicomotricidade Aquática
Psicoterapia Aquática
Quiropraxia Aquática
Reflexologia Aquática
Renascimento
Shantágua
Terapia de Flutuação
Terap. Manual Aquática
TO Aquática
Water Dance
Watsu
Ai Chi
Hidro p/ Grupos Especiais
Hidroginástica Gestante
Hidrocapoeira
Natação
Natação de Bebês
Natação terapêutica
Water Bike
Water Pilates
Woga
Agenda Geral
Anuncie Conosco
Aquaboutique CBDA
Artigos
Associações
Assuntos Aleatórias
Atendimentos
Classificados
Comunidades
Curiosidades
Construção de piscina
Eventos afins
Hidroterapia de Cólon
Instituições
Links Amigos
Links
Locais de Atendimento
Mercado de Trabalho
Medo de água
Mídia
Mural
Ofurô
Parto na água
Produção de Sites
Pós Graduação
Salvamento Aquático
Spas
Vídeos
   

No mundo inteiro, cada vez mais mulheres têm procurado formas alternativas para dar à luz. Ouve-se falar em parto de cócoras, parto natural, parto domiciliar, parto na água e por daí por diante.

No Brasil, embora as mulheres tenham começado a demonstrar mais interesse pelo assunto, são  poucos os locais que oferecem partos naturais em água.

 

 

No serviço particular, cerca de 80% dos partos são cesáreas. Dos 20% normais, quase todos são feitos com a mulher deitada, com as pernas em estribos, anestesiada, dentro de centros cirúrgicos.

 Apenas uma pequena fração dos partos normais acontecem de forma mais natural ou "fisiológica", para usar o termo técnico.

As razões para esse descompasso em relação a outros países são várias. Entre elas estão a cultura médica, interesses financeiros, desconhecimento da classe médica e da população e falta de ambientes adequados.

O parto na água é uma modalidade de nascimento onde a mulher fica dentro da água durante o período expulsivo de modo que o bebê chega ao mundo no meio aquático, exatamente como estava no útero. A água é aquecida a 36ºC, o ambiente geralmente fica à meia luz e o pai ou acompanhante pode entrar na banheira com a futura mãe.

Esses nascimentos costumam ser muito suaves e calmos e muitos bebês sequer choram quando são trazidos à tona para o colo de suas mães.

Alguns médicos alegam que esse parto não é seguro, porque o bebê pode aspirar água. Na verdade os registros de incidentes nos partos aquáticos são muito raros e comparado com partos na mesa ginecológica o parto na água não perde em segurança, mas ganha em qualidade do nascimento.

Outros profissionais alegam que na água não dá para fazer a episiotomia. Este argumento é falho já que a questão é que no Brasil faz-se mais episiotomia que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde e outros órgãos de saúde. Na água morna o períneo fica bastante relaxado em relação ao parto tradicional, e as rupturas são raras e geralmente muito superficiais. A episiotomia nesse tipo de parto embora seja possível, é desnecessária em quase todos os casos.

Na França, na cidade de Pithiviers, Michel Odent, entre várias inovações dignas de mérito, começou a usar banheira com água quente para o conforto das parturientes. De lá para cá, o "Parto na Água" tem sido utilizado no mundo inteiro, em banheiras especiais ou improvisadas. Nas maternidades européias as banheiras são oferecidas às parturientes tanto para o alívio das dores do trabalho de parto, como para o parto em si. Estudos científicos comprovam que o uso da água quente no trabalho de parto é um excelente coadjuvante no combate à tensão e à dor. No Brasil pouquíssimas clínicas e médicos oferecem esse conforto às pacientes, infelizmente.
 

O uso da banheira também pode ser iniciado antes do período expulsivo, para relaxamento e para a suavização das sensações do trabalho de parto. As contrações ficam menos fortes e o bebê pesa menos sobre o colo do útero. Muitas mulheres saem instintivamente da água na hora do bebê nascer, preferindo ficar sobre um colchão, de cócoras, deitada em posição semi-reclinada, ou até de lado (posição de Sims).

Aqui no Brasil, conhecemos três profissionais que oferecem o parto na água como uma das possibilidades de atendimento: um em Campinas, um no Rio de Janeiro e um em Salvador.

Nos hospitais que oferecem banheira nas salas de parto, essas são estreitas e não servem para o período expulsivo. No entanto são ótimas para o relaxamento durante o trabalho de parto. Por outro lado é possível um parto na água em casa e para isso usa-se uma piscina desmontável, dessas infantis, que pode ser enchida com água do chuveiro. É só usar a criatividade...


Ana Cris Duarte
Amigas do Parto

 

A experiência do parto é talvez a maior experiência que uma mulher pode ter em sua vida. Tudo o que pudermos fazer para que ela a viva da maneira mais adequada, respeitosa e verdadeira, estaremos  ajudando a criar um mundo mais autêntico e humano. A liberdade de escolha faz parte do processo criativo. As mulheres devem ter a possibilidade de optar por um parto na água, se assim o desejarem...

O que é o Parto na Água:
É a opção na qual a água é usada como elemento de relaxamento (para a mãe) durante o trabalho de parto. Pode ser usada na forma de chuveiro, ducha (nas costas ou na barriga), uma banheira normal ou mesmo uma banheira de hidromassagem.

O bebê pode nascer embaixo da água ou não. Por definição, o parto na água se caracteroza quando a mãe dá a luz com os genitais totalmente cobertos de água.

A mãe que está tendo o bebê pela primeira vez não deve entrar dentro da banheira antes de atingir sete centímetros de dilatação, pois diminuiria a progressão da dilatação. A que está tendo o segundo ou terceiro bebê pode entrar a partir dos seis centímetros de dilatação.

A ação da água:
A água deve estar aquecida, entre 35 e 37 graus Celsius. Isto provoca um aumento da irrigação sangüínea da mãe, a diminuição da pressão arterial, além do relaxamento muscular, o que faz com que a mãe tenha um alívio da sensação dolorosa.

Michel Odent acha que todo este ambiente favorável à mãe acaba por favorecer a produção de ocitocina, que, segundo ele, é o hormônio do amor. Os cientistas o consideram o hormônio da parturição.

De qualquer maneira muitos namorados sonham com uma situação especial dentro da água... A água mexe com a natureza humana, quase todas as crianças adoram brincar com a água. A parturiente fica mais leve dentro da água, pode se movimentar melhor, girar a bacia, procurar posições que a façam sintir melhor, e o bebê dentro dela também fica mais leve... então por que não?

As vantagens do parto na água:
A água proporciona ao bebê uma reprodução muito parecida com o ambiente de sua gestação. Com o nascimento na água, o bebê viaja suavemente de um lugar quente, molhado e seguro, dentro do corpo de sua mãe, para outro lugar com as mesmas características.

Na água, a gestante sente menos dor e quase nunca há necessidade de intervenção médica. A água cria uma pressão igual em todas as partes do corpo, a mãe e o bebê sofrem menos ansiedade e a mãe pode encontrar uma posição cômoda e eficiente que facilita o nascimento do bebê.

A água proporciona uma maior flexibilidade em todo o processo de parto, a mãe sente menos pressão no abdômen e no útero durante as contrações e o bebê não recebe os estímulos que o induzem à respiração, presentes no nascimento seco. É possível que, na água, haja uma forma suave de se estimular a respiração do bebê, razão pela qual poucos deles gritam após o nascimento nesse ambiente.

O nascimento na água é extremamente seguro. Em mais de 45.000 nascimentos na água registrados no mundo, não houve complicações perigosas à vida da mãe ou do bebê.

As desvantagens do parto na água:
Há questionamentos sobre os partos considerados de risco: gemelares, pélvicos, prematuros, entre outros, embora alguns defendam que, mesmo nestes casos, a água pode trazer uma ajuda.

Contra indica-se o parto na água em casos de bebê com peso previsto para mais de 4500 gramas. Os casos entre 4000 e 4500 gramas devem ser avaliados, pela possibilidade de distócia de ombro. A episiotomia pode ser feita com dificuldade dentro da água. Em casos com antecedentes de hemorragia não deve ser feito o parto na água, embora se possa usar a água durante o período de dilatação.

Em suma, a água é um elemento terapêutico que pode trazer muitas vantagens no desenrolar do parto, favorecendo o processo de dilatação, o alívio das dores e o relaxamento muscular e emocional da mãe.

A meu ver, deveria se vencer o preconceito que existe em relação à instalação de banheiras em ambiente de parto, para que as parturientes pudessem dispor deste recurso para um parto mais humanizado.

Dr. Adailton Salvatore Meira


Para saber mais sobre o parto na água:
http://www.amigasdoparto.com.br/tipos.html
http://www.amigasdoparto.com.br/ac013.html