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Enxergar a piscina não apenas como meio gerador
de estímulos, mas enriquecê-la a partir do que a
possibilidade de contato com a água poderia
significar para cada um.
A
transformação do ambiente objetiva contextualizar a piscina considerando
o que os alunos trazem em suas bagagens de vida: experiências, símbolos
e imagens, que refletam seu cotidiano, seus
valores e suas expectativas
De acordo com especialistas aplicar os
conceitos da terapia ocupacional convencional na piscina é uma
pratica que vem acontecendo recentemente e tem dado bons resultados.
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São até mais eficazes quando se trata de trabalhar a musculatura de
pacientes com sequelas motoras, por exemplo. "Na água conseguimos
resultados mais rápidos emelhores do que no solo quando se trata de
espasmo muscular", diz a coordenadora técnica da equipe de
reabilitação da Fundação Selma, Adnamare Aparecida Tikasawa.
Fora da água, a ação da gravidade dificulta o
posicionamento dos braços à frente do corpo e também o equilíbrio
sentado para a realização das atividades da vida diária e prática. A
prática da terapia ocupacional realizada na piscina, entre outros
efeitos terapêuticos, favorece o alivio da dor, relaxamento e
manutenção ou aumento da amplitude de movimento das articulações.
"Com isso aumenta a auto-estima do paciente e assim melhora a
confiabilidade dele para realizar as tarefas de seu cotidiano."
Fora da água , a ação
da gravidade dificulta o posicionamento dos braços à frente do corpo
e também o equilíbrio sentado para a realização das Atividades da
Vida Diária e Prática portanto.
O atendimento na piscina favorece os
seguintes efeitos terapêuticos:
1 - Redução da ação da gravidade
facilitando a manutenção dos Membros Superiores (MMSS) em posição
funcional.
2 - Alívio da dor e do espasmo muscular.
3 - Relaxamento.
4 - Manutenção ou aumento da amplitude de movimento das
articulações.
5 - Reeducação de músculos paralisados.
6 - Fortalecimento dos músculos e desenvolvimento de sua força e
endurance propiciada pela resistência oferecida pela água aos
movimentos.
7 - Estímulo da auto-confiança para atingir independência funcional.
8 - Relembrando, as propriedades Físicas da água incluem massa,
peso, densidade, gravidade específica ou densidade relativa,
flutuação, pressão hidrostática, tensão superficial, refração e
viscosidade.
Sendo assim, a água oferece a experiência
de encontrar o corpo sendo atuado pelas propriedades acima
relacionadas proporcionando a vantagem do exercício ser realizado em
três dimensões, não possível no solo.
Terapia Ocupacional na
água vem apresentando resultados:
1 - Melhora considerável na retificação de
tronco em crianças com sequelas de Paralisia Cerebral.
2 - Quebra do padrão flexor com adolescentes, favorecendo um início
de função com Membros Superiores (ex. preensão).
3 - Fortalecimento muscular pós aplicação de bloqueio químico (botox,
fenol) com menos fadiga e dor.
4 - Maior conscientização da importância da independência nas
Atividades da Vida Diária.
5 - Melhora da função bimanual e dissociação de cintura escapular.
6 - A terapia inicia-se no vestiário (treino de vestir e despir )
sendo consecutivo um treino de transferência (sair da cadeira e
entrar na piscina e vice-versa).
A satisfação dos pacientes e familiares
evidencia que o método de Terapia Ocupacional aquática promete
muito, uma vez que, em tão pouco tempo de trabalho, os resultados
foram muito positivos. Apresentando os dados em percentuais, 100%
dos pacientes que iniciaram este tratamento na Fundação Selma
apresentaram algum tipo de evolução satisfatória até a 4ª sessão.
Este dado, além de observado por nós terapeutas, é também notado e
comentado pelos pacientes e confirma a eficácia do método.
A Terapia Ocupacional na água é uma e boa
alternativa na reabilitação física, já que associa relaxamento, a
sustentação e o prazer oferecidos pela água aos tradicionais
recursos dos Terapeutas Ocupacionais.
Não podemos desprezar o fato de que na água
os pacientes tem se mostrado muito mais motivados para esta terapia
o que é fundamental para a obtenção dos resultados observados.