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WatsuŽ é trabalho corporal, na verdade, o primeiro trabalho corporal aquático. Pode ser usado tanto pelo público em geral, quanto para o crescimento pessoal, como por terapeutas; para tratamento de condições específicas ou para transcender as condições normais, juntamente com o nível de consciência. A diferença do Watsu em relação às técnicas hidroterápicas  explica-se da seguinte forma:.

Watsu pode ser usado para reabilitar como também por outros indivíduos que desejam transcender. Por este motivo,  encontram-se pessoas de diversas áreas de atuação nos cursos. Isto enriquece mais ainda a formação, pois assim  podemos trocar informações multidisciplinares com médicos, terapeutas holísticos, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, educadores físicos, advogados, engenheiros, professores e uma infinidade de profissionais que desejam de alguma forma colocar esta forma de aperfeiçoamento profissional e pessoal.

Watsu mostra o seu poder através do toque seguro e confortável do terapeuta, desta forma nos ajuda a perceber nossa conexão com o universo, com os outros seres e principalmente conosco mesmo.          Flutuar alguém e permitir que o seu corpo se mova juntamente com a respiração, mostra o quanto tudo pode estar integrado.          Movimento é vida. Vida é respiração. Você já se deu conta de que tudo começa na respiração? Repare isto, simplesmente fechando os olhos e respirando. Agora sustente um braço no ar e respire. Repare como o movimento da respiração passa para o seu braço. Desta forma, passará também para a pessoa que você flutua em seus braços na água e tudo pode começar aí.          

A forma poética de se expressar sobre o Watsu é inerente a todos que dele fazem parte. Porém, apesar de todo o empirismo existente, há explicações racionais para ele.           Watsu pode ser aprendido por pessoas sem qualquer experiência anterior com trabalhos corporais ou em atividades aquáticas. Logicamente, que pessoas experientes têm maior facilidade, porém, pode-se afirmar que mesmo as pessoas mais experientes podem se surpreender.           

O nível de conexão que Watsu promove faz com que a intuição e a criatividade fluam de forma tranqüila, promovendo, facilmente, características que todo bom terapeuta deve ter.          

Desta forma, cada um executará o trabalho de forma personalizada, já que não existe nenhum movimento igual ao outro.            Watsu nos afeta em todos os níveis de nosso ser: emocional, psicológico e espiritual. Podemos referir a ele como um trabalho holístico. Cabe aqui colocar o que a ignorância que todos temos em um determinado nível ou grau, que holístico se refere a trabalhar o indivíduo em sua totalidade, não havendo ligações com esoterismo. Apesar de não termos nada contra o esoterismo. 

A confiança é uma das bases do Watsu, que deve ser elevada ao seu grau máximo. Submeter-se a ser sustentado nos braços de alguém requer muita confiança, por isso o praticante deve ser de uma responsabilidade extrema. Podemos dizer que este vínculo de confiança se inicia no primeiro contato entre quem executa e quem recebe. Watsu pode iniciar ao telefone, a uma primeira impressão. Por isso, os praticantes devem estar sempre em um bom estado de espírito. Primeiramente, você deve estar em boas condições físicas, psíquicas e espirituais. Tudo isso se consegue no próprio trabalho.

A cada sessão que se realiza, este equilíbrio se torna mais evidente. Os traumas emocionais são diluídos em água morna na piscina, trabalhados e deixados para trás, sem necessariamente manipulá-lo. O sistema de cura interno é despertado, expondo estes traumas.             Watsu se origina do Zen Shiatsu, e muitos componentes dele ganham novas conotações em água. Uma delas é a sustentação permanente que a mão mãe (que sempre está em contato com o corpo; mesmo sem estar necessariamente em ação) exerce. Esta, por sua vez, é responsável pela continua sustentação na superfície da água, enquanto outra região do corpo é trabalhada.           

Alongam-se os músculos suavemente. O alongamento muscular como terapia é uma das propedêuticas mais antigas da tradicional medicina chinesa. O alongamento em água morna tem seu potencial aumentado consideravelmente, já que a água morna promove um relaxamento muscular superior ao alongamento realizado em temperatura ambiente. A falta de gravidade promovida pelo empuxo é responsável pela diminuição das sinapses do tecido nervoso, que é responsável pela musculatura de postura que mesmo quando simplesmente deitados, estão ativadas. A resistência para promover este alongamento se dá pela massa da água, desta forma, o músculo receberá sempre a medida ideal de alongamento. Forçar o alongamento nem sempre é muito inteligente, pois o inconsciente pode não estar disposto a ceder, o músculo e a resistência somente irá agravar a situação.          

Massageamos algumas regiões corporais, pressionamos pontos específicos sem causar dor. Durante toda a sessão não promovemos dor física. Sempre se trabalha no limite de cada um.            A massagem, o alongamento e a pressão de determinados pontos fazem com que o fluxo de energia corporal seja harmonizado.           Cabe aqui colocar que, é fato consumado a existência de um fluxo de energia que percorre o corpo e não se trata de crenças. Prova disso é a aceitação da acupuntura e da homeopatia em nosso sistema de saúde pelas diversas classes médicas e científicas. Estas mesmas classes que outrora condenaram seu uso, hoje querem, através de medidas legais, a exclusividade de seu uso.            (Apesar destas linhas expressarem uma certa agressividade, a única intenção aqui é a de estimular o seu pensamento.).          

A parte espiritual a que o Watsu está ligada é a da prática da meditação. Em quase todos os cultos espirituais, se não em todos, existe um certo nível de meditação. A própria oração ou reza se trata de uma forma de meditar. Religião = religar, e a meditação é o estado máximo de religação.

 

Apesar disto, não existe o interesse em seu criador e seus praticantes, de desenvolver qualquer ligação entre o tema. Cada praticante tem a sua religião e nenhum dogma é pregado no Watsu. Seu único intuito é o de ser uma terapia corporal e trazer benefícios a todos os que entrarem em contato consigo.       Watsu é uma terapia de Reconexão. Segundo o seu criador, beneficia tanto quem realiza quanto quem recebe.   Os efeitos do Watsu são os mais diversos possíveis, quem realiza a sessão não chega nunca com alguma expectativa. Ela simplesmente realiza e está presente em todos os momentos com quem recebe. Não se tem a intenção de curar ninguém. Apenas despertamos o dispositivo do curador interno existente em cada um. A cura vem com o tempo e de formas surpreendentes.

           A intenção aqui não é passar a idéia de falsas promessas ou fanatismo. Apenas observar um mesmo aspecto de um outro ângulo.

           Em alguns casos, pessoas que têm fortes dores na região cervical submetem-se ao tratamento. A sessão de Watsu é executada e o que esperamos é que está dor desapareça devido aos inúmeros benefícios físicos que o trabalho têm, porém, o que acontece é que quem recebeu o Watsu nestas circunstâncias resolve dissolver uma sociedade empresarial que não lhe traz benefícios e monta uma pousada na Bahia, que se torna um bem-sucedido empreendimento, trazendo uma situação confortável para ele e para os seus entes, e as dores na cervical eram apenas um alarme de que as coisas não estavam bem naquela antiga sociedade, desaparecendo por completo.

 

 

Histórico do Watsu (de onde vem para onde vai...).

Em uma cidade americana localizada a duas ou três horas de carro de São Francisco. Harbin Hot Springs, no norte da Califórnia; cerca de vinte e cinco anos atrás, existiam ruínas de um antigo retiro com piscinas térmica

s. Um antigo local sagrado para os índios. Ishvara comprou estas terras que abrangiam todo o vale onde Harbin se situava. Fundou uma igreja com a finalidade de não pagar impostos sobre as terras e desta forma doou todo o vale para esta igreja não-sectária, sem guru, dedicada a santidade do caminho de cada indivíduo para o seu próprio crescimento. Ele abriu a todos os que tinham estas idéias e respeitassem o local.         

Pessoas de todo o mundo vão até Harbin para desfrutar da natureza e de suas piscinas. Workshops eram oferecidos. (A palavra workshops em nosso contexto ganhou uma conotação de algo apenas informativo. Uma espécie de amostra, isto devido as pessoas que pensam apenas em ganhar dinheiro sem passar informações suficientes para que o participante possa usufruir verdadeiramente dos benefícios do tema a ser apresentado.)          

Harold Dull comprou uma escola de Shiatsu que havia sido levada para Harbin e em 1980 durante um de seus workshops foi flutuado por alguém e sentiu seu corpo ondular e vibrar. Flutuou as pessoas e começou a fazer tudo o que podia para melhorar a sensação de bem-estar destas pessoas. Como o que sabia era fazer shiatsu, aplicou os princípios em quem estava em seus braços.

 

 

Watsu e Shiatsu


A palavra Watsu é derivada da palavra shiatsu, o tsu que watsu herdou significa pressão. Basicamente o shiatsu é composto de ação de pressão em diversas regiões do corpo denominados como pontos de pressão que podem obstruir o fluxo de energia que percorrem o corpo. Esta estagnação de energia é quem irá provocar distúrbios de desarmonia corporal e mental.


No Watsu I não utilizamos muito destes princípios com pressões em pontos de shiatsu, usamos mais do alongamento suave e soltura do corpo desbloqueando as articulações e os meridianos que também respondem a um bom alongamento.


Alguns praticantes de Shiatsu buscam no Watsu um novo conceito para atingir seus objetivos em desbloquear os canais de energia existentes no corpo. Alguns se decepcionam com a forma totalmente diferente de trabalho, porém outros se adaptam e conseguem com êxito tratar seus clientes com esta variação terapêutica em suas clínicas. Precisamos entender um pouco deste conceito para que possamos ter este mesmo êxito dos shiatsuterapeutas experientes. Apesar de não ser obrigatório o aprofundamento neste estudo. O Fluir Básico do Watsu.Comportamento e mudança. A linguagem corporal e verbal é registrada consciente e inconscientemente. O cliente esta formando uma impressão inicial.

 

Watsu na verdade está sendo desenvolvido a cada momento. Ter apenas duas décadas de existência faz com que ele seja apenas uma criança perante as terapias existentes como a milenar Acupuntura e as massagens, incluindo o Shiatsu, que tem seu reconhecimento em seu país de origem, Japão, pelo ministério da saúde, se tornando tradição em todo o país e renomado em praticamente todo o mundo ocidental. Muitas pessoas, principalmente em nosso país, referem-se ao Shiatsu como um sinônimo de massagem, já que a conotação de massagem ganhou um aspecto negativo no passado por parte daqueles que exploraram este contexto erroneamente.

 

A aceitação e demanda do trabalho foi sendo ampliada e se tornou necessário a formação de pessoas interessadas em difundir o Watsu pelo mundo de forma responsável e ética. Cursos foram ministrados no EUA e os professores saíram pelo mundo para ensinar. Elaine Marrie desembarcou no Brasil com a finalidade de divulgar a técnica e ensinou alguns alunos através de um Workshop. Mario Jahara, um conceituado professor de Shiatsu, também ensinou e desenvolveu sua própria técnica para alguns alunos.         

 

 

 
 

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